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De uma só vez, os valencianos perdem dois grandes símbolos

Em menos de 24 horas, a Comunidade Valenciana se despediu de dois ícones de seu futebol. Primeiro, David Albelda deixou o Valencia, ao não ter seu contrato renovado. Pouco depois, foi a vez de o Villarreal anunciar a saída de Marcos Senna, pronto para encerrar sua carreira no New York Cosmos. Dois ídolos incontestáveis, que simbolizam os períodos mais gloriosos dos Ches e do Submarino Amarillo.

Formado pelas categorias de base do Valencia, Albelda teve uma breve passagem pelo Villarreal, antes de iniciar uma era no meio-campo da equipe, a partir de 1999. Chegou a duas decisões de Liga dos Campeões, antes de assumir o posto de capitão após a saída de Gaizka Mendieta. Com a braçadeira, levantou as taças de La Liga em 2002 e 2004, além da Copa do Rei em 2008.

Terceiro atleta com mais jogos no clube, Albelda deixa os Ches aos 35 anos de idade. As boas condições físicas e as ótimas noções táticas dão ao veterano as condições de continuar atuando, embora essa não seja a compreensão de Miroslav Djukic, seu ex-companheiro e novo técnico do Valencia. O espanhol se vai com a intenção de permanecer jogando no exterior e, quem sabe, de ganhar em seu retorno um cargo na diretoria do Valencia.

Já Marcos Senna começou a escrever sua história no Villarreal a partir de 2002, aposta do Submarino Amarelo após deixar o São Caetano. Apesar das lesões nas primeiras temporadas, o volante se firmou como titular em 2005, a tempo de ser peça-chave nas ótimas campanhas do clube em La Liga e na histórica arrancada até as semifinais da Liga dos Campeões de 2005/06, sob o comando de Manuel Pellegrini. Dono de capacidades defensiva e de posicionamento imensas, o volante ainda primava pelos chutes de longe.

Na Euro 2008, Senna viveu o maior momento de sua carreira. Substituiu justamente Albelda no time titular da seleção da Espanha e foi fundamental na conquista continental da Roja. Não durou muito mais tempo na equipe nacional, mas continuou idolatrado em El Madrigal. A ponto de não abandonar o clube na queda à segunda divisão e continuar como capitão na conquista do acesso. Aos 36 anos, recordistas de partidas no clube, sai com a missão cumprida para uma última aventura com o Cosmos.

Albelda e Marcos Senna podem não ter sido os melhores jogadores da história de Valencia e Villarreal – pela bola nos pés, contemporâneos como Mendieta, Riquelme, David Villa e Forlán foram mais significativos. Pelo espírito combativo e pela longevidade, no entanto, é difícil não colocar a dupla no topo das listas de maiores ídolos. Dois ícones que devem receber as merecidas homenagens por tantos anos de serviços prestados.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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