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Com 61 gols, Cristiano quebrou seu próprio recorde em uma temporada

O final da temporada pode não ter sido dos mais felizes a Cristiano Ronaldo. Faltaram os títulos, enquanto o craque teve que lidar com os rumores que o perseguem na imprensa espanhola a cada momento de baixa do Real Madrid. Individualmente, ao menos, o camisa 7 viveu outro ano espetacular. Com a tripleta deste sábado na vitória por 7 a 3 sobre o Getafe, o português se ratificou na artilharia do Campeonato Espanhol, com 48 gols. Assim, tornou-se o maior vencedor da história da Chuteira de Ouro, prêmio dado ao maior goleador da temporada na Europa. São quatro troféus, o terceiro vencido com a camisa merengue, após inaugurar a série ainda pelo Manchester United.

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Neste sábado, Cristiano Ronaldo carregou o Real em um primeiro tempo fraco da equipe, na qual não foi além do empate por 3 a 3. Com uma cabeçada certeira, cobrando falta e convertendo pênalti, o artilheiro mostrou a sua eficiência. E quase anotou o quarto, em arremate que esbarrou na trave e sobrou para Chicharito marcar. Já no fim, a goleada ficou por conta dos tentos de James Rodríguez (em uma linda cobrança de falta), Jesé e Marcelo – que vem de excelente final de temporada.

Os fãs de Cristiano até esperavam que o craque pudesse igualar o recorde de gols de Messi em La Liga, de 50 bolas nas redes, registrado em 2011/12. Deixou o campo para outra marca histórica: foi substituído por Martin Odegaard, que se tornou o jogador mais jovem da história a disputar o Campeonato Espanhol pelo Real, aos 16 anos. Mas o camisa 7 não se mostrou contrariado em nenhum momento. Ao invés disso, demonstrou outra vez sua generosidade e deu seu agasalho a um garotinho emocionado na beira do campo.

Os 48 gols de Cristiano Ronaldo acabam como a segunda maior marca da história de La Liga e a quarta maior média entre os artilheiros do torneio. Além disso, o português para em 61 tentos pelo clube na temporada, a melhor marca de toda a sua carreira – antes, 55 feitos em 2012/13. Só Messi ainda têm fôlego para alcançá-lo em 2014/15 e, mesmo assim, precisaria balançar as redes cinco vezes entre a final da Copa do Rei e a final da Champions. O número de CR7 ainda é o nono maior da história do futebol europeu, quarto entre as grandes ligas, só atrás de Dixie Dean (63, em 1927/28), Gerd Müller (67, em 1972/73) e do próprio Messi (73, em 2011/12). Marcas que, no fim das contas, não causam a satisfação plena ao português.

A qualidade técnica e o faro de gols de Cristiano Ronaldo são inquestionáveis. Contudo, a atuação ruim no segundo tempo contra a Juventus, no Bernabéu, momento que decidiu a semifinal da Champions, exagerou as cobranças sobre o craque. Em um gigante como o Real Madrid, dono de uma torcida muito exigente, nem sempre basta ser o maior do mundo. E, apesar da idolatria segior, o camisa 7 acaba provado a cada ano pelo desafio de conquistar mais taças. Desta vez, sem nenhum sucesso coletivo, apenas individual.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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