Espanha

“Catalunha estaria entre as melhores seleções do mundo”, diz Xavi. Será mesmo?

Se a Catalunha fosse independente, seria uma seleção forte? Há quem ache que sim. Um deles é Xavi Hernández, meia ex-Barcelona e atualmente no Al Sadd, do Catar. Isso porque a seleção catalã, que recebe autorização para jogar uma vez por ano, disputou um amistoso contra a Tunísia nesta semana e empatou por 3 a 3. Aos 36 anos, Xavi foi eleito o melhor jogador da partida. E disse que os catalães, se disputassem competições, teriam um bom time.

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“A seleção catalã estaria entre as 10 ou 15 melhores seleções do mundo”, afirmou Xavi à Cadena Cope. “Nós jogamos nosso próprio futebol, sempre atacando, gostando de ter a bola, procurando divertir – em resumo, o que é genuinamente nosso, o que nós aprendemos de professores como Johan Cruyff e Pep Guardiola”, descreveu ainda Xavi. “Esta seleção é o reflexo verdadeiro do nível que você pode encontrar no esporte catalão. Não há dúvida que há poder em um número de diferentes especialidades”.

Parece haver uma certa supervalorização dos jogadores catalães. Há alguns grandes jogadores, de fato, mas a força da seleção não seria tão grande assim. Iniesta, por exemplo, não é catalão e é muito orgulhoso da sua região, embora seja um jogador símbolo do Barcelona. O craque é de Fuentealbilla, da região de Albacete. Pedro Rodríguez, ex-Barcelona e destaque na campanha do Chelsea, também não é catalão, embora tenha sido formado na base do Barça. Ele é de Tenerife.

Os grandes nomes do futebol catalão atual são Gerard Piqué – que não disputou o amistoso -, o lateral esquerdo Jordi Alba, o volante Sergio Busquets, o lateral direito Sergio Roberto e Cesc Fàbregas. Além deles, Víctor Valdés, atualmente no Middeslbrough e ex-Barcelona, também é catalão. Entre os catalães, ainda estão Kiko Casilla, goleiro reserva do Real Madrid; Martín Montoya, lateral do Valencia; Marc Bartra, zagueiro do Borussia Dortmund; Aleix Vidal, lateral reserva do Barcelona; Víctor Sánchez, do Espanyol; Gerard Deulofeu, do Everton; Bojan Krkic, do Stoke; Jonathan Soriano, do Red Bull Salzburg; e Keita Baldé, ponta da Lazio. Todos estes poderiam defender o time catalão.

Com todos estes jogadores, até é possível montar uma seleção relativamente forte. É, porém, inferior às grandes seleções do mundo e mesmo à seleção espanhola. Frente a nichos de talento como Brasil, Argentina, França e Alemanha, estaria muito distante. O mais provável é que a Espanha caísse um pouco de nível pela perda de alguns dos seus jogadores e a Catalunha tivesse uma seleção média. Brigaria por vaga na Copa do Mundo, mas, com o que tem de jogadores atualmente, dificilmente iria além disso.

Xavi é talvez o maior jogador da seleção espanhola. Da seleção catalã, é o melhor com sobras. Vale lembrar que as seleções de estados autônomos têm autorização para jogar uma vez por ano, normalmente nesta época. A Catalunha seria um time razoável na sua maioria de jogadores, com um ou outro jogador de alto nível – como tantas seleções por aí.

E você, o que acha? A seleção da Catalunha poderia fazer frente e fazer um bom papel em uma Copa do Mundo?

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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