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Catalunha 1×1 Nigéria: Cruyff merecia mais na despedida

Johan Cruyff foi um craque como jogador e como técnico, e podia ter uma despedida do futebol mais gloriosa. Nesta quarta, ele pendurou o boné comandando a seleção da Catalunha em um sonolento empate por 1 a 1 contra a Nigéria.

A partida em si teve poucos motivos para ser lembrada. O público demorou a chegar devido a problemas no transporte público de Barcelona, mas foi razoável: 27.234 no estádio Cornellà-El Prat. Mas o futebol foi fraco.

A Catalunha começou a partida com uma formação relativamente forte, tendo a dupla de zaga do Barcelona (Piqué e Puyol) e o capitão Xavi. Além disso, jogadores de algum destaque, como Sergio García, Bojan e Capdevila estavam na equipe. Com isso, os catalães dominaram as ações diante de um time de reservas da Nigéria.

O primeiro gol não demorou a sair. Aos 3 minutos, um zagueiro nigeriano colocou a mão na bola para interceptar um cruzamento. Sergio González, que havia encerrado a carreira em 2011 e foi convidado especialmente para a partida, cobrou bem e abriu o marcador. Nove minutos depois, ele foi substituído por Álvaro Vázquez.

Mesmo superiores, os catalães não tinham a intensividade necessária para pressionar a Nigéria, e chegaram ao intervalo com a vantagem mínima. No segundo, Cruyff promoveu diversas alterações. Bons jogadores entraram, como Alba Busquets e Tello, mas o conjunto ficou desfigurado. Com isso, a Nigéria cresceu e passou a criar suas oportunidades. Aos 9 minutos, Bright aproveitou um contra-ataque para empatar o jogo.

A partir daí, o duelo se arrastou. A Catalunha criou algumas chances nos minutos finais, o que poderiam dar a vitória a Cruyff em sua última partida como técnico. Mas não adiantou.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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