Espanha

Isso é Barça: Abidal e Tito levantam a taça do Espanhol

O título espanhol do Barcelona teve duas pessoas para levantar a taça. E não foi o capitão Carles Puyol, um símbolo da equipe. Um dos mais experientes jogadores da equipe, Puyol é também quem mais representa o barcelonismo e, mais uma vez, mostrou o quanto sabe valorizar o grupo. Neste domingo, na festa do título no Camp Nou, o camisa 5 blaugrana fez questão que Tito Vilanova e Eric Abidal erguessem a taça, depois de terem vivido problemas graves de saúde.

Abidal passou por um processo difícil de recuperação de um tumor no fígado, que começou em março de 2011. Depois de voltar a jogar e levantar o troféu da Liga dos Campeões naquele mesmo ano de 2011, quando Puyol justamente deu a faixa de capitão ao francês para que ele levantasse, o troféu, Abidal teve que parar novamente no ano seguinte. Em março de 2012, o jogador passou por um transplante de fígado, por problemas ainda não resolvidos na cirurgia anterior.

Liberado do hospital em maio, Abidal voltou aos treinos em uma clínica. Em dezembro, ele foi liberado para voltar a treinar com os jogadores do Barcelona. O defensor voltou a jogar no amistoso com o Istres, pelo Troféu Joan Gamper, em fevereiro. Voltou oficialmente aos gramados no dia 6 de abril, contra o Mallorca. Desde então, ele tem voltado a jogar.

Tito Vilanova também sofreu com um problema grave. O técnico foi diagnosticado com um câncer na glândula carótida em novembro de 2011, se recuperou, mas o problema voltou a aparecer em dezembro de 2012. Vilanova, em sua primeira temporada como técnico do Barcelona, teve que passar por uma cirurgia e se tratar com quimioterapia e radioterapia.

Precisou ficar afastado até março, o que implicou em um período grande longe do time, inclusive no início do mata-mata da Liga dos Campeões. Ele voltou ao comando do time nas quartas de final, contra o Paris Saint-Germain. O problema de saúde do técnico é um dos motivos apontados como problemas que dificultaram a temporada do Barcelona.

A atitude de Puyol ao mostrar que o grupo está unido ao companheiro e ao técnico mostra que esse time é, no mínimo, muito unido. Claro que isso não é o suficiente para torná-lo novamente dominante. Mas mostra que, como Iniesta disse certa vez, o que esse time tenta fazer é mais do que ganhar o jogo. É manter a sua identidade. Entre outras coisas, abraçando aqueles que considera parte do seu próprio sucesso.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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