O Paraná estava perdendo do Bahia de Feira por 2 a 0 até os 46 minutos do segundo tempo e sendo eliminado na segunda rodada da Copa do Brasil, mas os zagueiros Thales e Fabrício conseguiram arrancar o empate, que já configurava uma reação milagrosa, antes de Renan Bressan levar a Vila Capanema ao delírio com o gol da vitória por 3 a 2, cobrando falta, no ato final da partida.

A fase do Paraná não é das melhores, com apenas uma vitória nas últimas seis rodadas do Campeonato Paranaense, mas conseguiu uma virada para os livros de história, uma semana depois de ser anunciada uma parceria com investidores russos para fortalecer o clube.

Todos os gols saíram no segundo tempo. O Bahia de Feira abriu o placar depois de Deon ajeitar para Bruninho enfiar para Léo Porto, pela direita. O camisa 14 carregou a barrinha e marcou com um firme chute cruzado.

Marcelo parecia impedido, mas a arbitragem deixou seguir, então ele ainda está precisando explicar como perdeu um gol em que estava completamente livre, com espaço, tempo para pensar e na entrada da pequena área. Bateu colocado de direita no travessão.

Parecia que não era mesmo o dia do Paraná quando Alex Cazumba acertou uma brilhante cobrança de falta com a canhota, direto da intermediária, no ângulo do goleiro Marcos.

E mais ainda com a série de chances desperdiçadas e defesas do goleiro do Bahia de Feira, Alan, que vieram na sequência, como nos chutes de Michel e Fabricio à média distância.

Quem estava particularmente frustrado era o zagueiro Thales, que pegou de primeira da entrada da área, mas mandou por cima, e depois, livre, cabeceou para baixo, como manda o manual, e viu Alan faz outra grande defesa.

Só que logo na sequência foi o mesmo Thales quem apareceu na pequena área para cabecear firme, sem chances para Alan, e descontar ao Paraná.

E no minuto seguinte, Bruninho fez jogada pela esquerda, cruzou rasteiro e Fabrício pegou de primeira e de chapa com a perna direita para empatar.

E aos 53 minutos, Michel entrava na área quando foi derrubado por Cazumba. Quase pênalti. Paulo Paraíba peitou o árbitro e levou o segundo cartão amarelo.

Falta muito próxima da área representa um desafio especial ao batedor porque não há espaço suficiente para bola completar a parábola, mas Renan Bressan teve muita categoria para bater com a força certa e acertar a parte de baixo do travessão.

E selar uma noite histórica.