São muitas as incógnitas do Manchester United neste momento, desde a capacidade de Ole Gunnar Solskjaer para reerguer o clube ao potencial de jovens que precisarão suprir as saídas de jogadores mais experientes. Em um cenário de incertezas, é sempre importante haver algumas constantes, e a boa notícia deste começo de semana é a garantia de um excelente goleiro debaixo das traves de Old Trafford pelos próximos quatro anos. David De Gea assinou um novo contrato, válido até 2023.

O goleiro espanhol entrava no último ano do seu vínculo. Em janeiro, poderia começar a conversar livremente com outros clubes e, há alguns anos, era forte a especulação de que gostaria de assinar pelo Real Madrid. Em 2015, ficou próximo de uma transferência no dia do fechamento da janela, mas a papelada não foi processada a tempo. Com a contratação de Courtois para ser o titular merengue, a possibilidade de concretizar esse sonho ficou menor para De Gea.

Ao receber uma proposta melhor em julho, após uma longa negociação, De Gea decidiu permanecer em Old Trafford, aonde chegou em 2011 para ser o substituto de Edwin Van der Sar. Depois de um começo instável, firmou-se como um dos principais goleiros do mundo. Nos piores momentos do United nos últimos anos, garantiu pontos com defesas decisivas e espetaculares.

“A oportunidade de continuar minha carreira no Manchester United é uma verdadeira honra. Desde que cheguei aqui, nunca imaginei que jogaria mais de 350 partidas por este clube. Ainda sinto que tenho muito mais para conquistar pelo clube e realmente acredito que o Manchester United pode expandir sua tradição de sucesso e recompensar os torcedores pelo apoio. Estou comprometido a continuar recompensando os torcedores por todo o carinho que eles me mostraram durante os momentos bons e ruins”, disse.

De Gea foi titular nas cinco primeiras rodadas do Manchester United e não levou gol em duas, contra o Chelsea e o Leicester. Foi vazado quatro vezes, por Wolverhampton, Crystal Palace e Southampton. Não foi tão bem assim no gol da vitória do Palace, marcado por Patrick van Aanholt, nos acréscimos do segundo tempo.