Lesionado, Andy Robertson participou apenas do primeiro tempo da histórica virada do Liverpool sobre o Barcelona na temporada passada da Champions League, revertendo uma derrota de ida por 3 a 0 em uma vitória por 4 a 3 no agregado. Mesmo assim, o lateral esquerdo teve tempo de participar de uma das cenas do jogo, ao se enroscar com Messi e dar um empurrão na cabeça do argentino. No podcast de Peter Crouch na BBC, o escocês revelou se arrepender daquilo e disse que foi “desrespeitoso com o melhor atleta a jogar futebol na história”.

Robertson lembra de cabeça o lance. A Crouch, descreve a sequência que levou ao rápido arranca-rabo com o camisa 10 do Barcelona: “O Fabinho e eu estávamos correndo atrás do Messi, e nós dois acabamos no chão, e eu baguncei o cabelo dele um pouco. Ele não ficou muito feliz com aquilo, e é algo que eu não faria de novo, com certeza”.

Reconhecendo que às vezes joga “como um torcedor, e não como um jogador profissional”, Robertson tenta compreender sua ação. Para ele, o clima nos vestiários explica bem seu ânimo exaltado. “Nunca vi um vestiário tão empolgado. Não sei o que deu em mim”, contou, acrescentando que sua atitude foi “desrespeitosa com o melhor jogador de futebol da história”, em suas palavras.

Mais tarde, o lateral volta a declarar sua preferência por Messi como o melhor da história e relembra um momento do jogo de ida, na Catalunha, para ilustrar seu ponto. “Teve uma hora em que ele passou por dois dos nossos meio-campistas nos primeiros minutos no Camp Nou e veio correndo diretamente até mim, e eu fiquei pensando: ‘Esse cara é pra valer, está vindo pra cima de mim agora’. O que ele faz com os pés é simplesmente assustador. Você não consegue ver, precisa tentar adivinhar às vezes para defender contra ele.”

“No Camp Nou, no jogo de ida, eu achei que fiz o melhor possível para lidar com ele, e ainda assim ele saiu com dois gols em uma vitória por 3 a 0, e tudo de que as pessoas falavam era o Messi”, comentou.

No fim das contas, o coletivo extremamente forte do Liverpool se sobrepôs ao Barcelona carregado pela individualidade de Messi. Na partida de volta, o argentino pouco pôde fazer para evitar o atropelamento por 4 a 0 que levou os Reds à final da Champions League, abrindo caminho para o sexto título do clube na competição.