O FIFA 2016 foi a primeira edição do jogo a contar com equipes femininas. Muito tempo depois do que deveria, não apenas por representatividade, mas também porque é um esporte cada vez mais popular. A boa notícia para quem gosta de ver as mulheres disputando espaço com homens no game de futebol é que a iniciativa vem sendo um sucesso para a EA Sports: a seleção feminina dos Estados Unidos é o 23º time mais utilizado pelos jogadores, entre os 600 que estão disponibilizados.

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A informação foi divulgada pelo diretor de operações da EA Sports, Peter Moore, em uma conferência de futebol em Nova York. “É uma estatística assombrosa”, afirmou, segundo o The Post Game. Além disso, entre todas as jogadores que compõem as 12 seleções internacionais que figuram no FIFA 16, a atacante Alex Morgan foi a primeira a alcançar a marca de um milhão de gols.

Estar em 23º lugar entre 600 equipes, por si só, é um grande feito para a seleção feminina americana. Maior ainda se fizermos uma conta rápida. Somando os três principais times da Espanha e da Itália, os dois da Alemanha, os cinco da Inglaterra, o Paris Saint-Germain e as sete seleções mais talentosas (Inglaterra, Brasil, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda e Argentina), temos 21 times. O que torna o time de Morgan e Carli Lloyd basicamente um dos preferidos do segundo escalão.

Evidentemente, a grande população dos EUA (mais de 300 milhões de pessoas) ajuda nessa conquista. Exemplo disso é que, segundo Moore, há mais pessoas jogando com Real Madrid e Barcelona nos 50 estados de Barack Obama do que na Espanha. Além disso, trata-se de um país com uma tradição de futebol feminino maior que a de masculino, e um público energizado pela recente conquista da Copa do Mundo, no último mês de julho.

 

Nada que diminua o quanto isso significa para o futebol feminina, sentimento que foi bem expressado por Brandi Chastain, jogadora da seleção americana entre 1988 e 2004. “É como pisar em um ambiente ao qual ninguém pensa que você pertence”, afirmou, ao The Post Game. “Eu penso nas Olimpíadas de 1996, que foram as primeiras com a participação do futebol feminino. Pense nisso. Demoraram 100 anos para fazer parte dos Jogos”.

Para entrar no FIFA, as mulheres precisaram de menos tempo, e pelo jeito, não vão a lugar nenhum.