Durante 14 minutos, a Sérvia esteve matematicamente classificada à Copa do Mundo. A derrota para a Áustria por 3 a 2, de virada, deixou um gosto amargo na visita a Viena. Ainda assim, as Águias não devem ter problemas para confirmar o seu retorno ao Mundial depois de oito anos. Líder do Grupo D, o time de Slavoljub Muslin só precisa vencer a Geórgia na última rodada, dentro de um certamente inflamado Marakana. Já a grande disputa na chave fica para a definição do segundo colocado. Gales e Irlanda venceram, prometendo uma verdadeira decisão para Cardiff, na próxima segunda.

Em jogo movimentadíssimo no Estádio Ernst Happel, a Sérvia abriu o placar aos 11 minutos, com Luka Milivojevic, antes que Guido Burgstaller buscasse o empate aos 25. A virada da Áustria se consumou aos 31 do segundo tempo, com Marko Arnautovic. Os sérvios ainda prometeram uma reação, quando Nemanja Matic arrancou o empate aos 38, mas o triunfo seria mesmo dos eliminados austríacos, que asseguraram o resultado aos 44, graças a Louis Schaub. Foi a primeira derrota das Águias na campanha, após nove rodadas.

Mais cedo, Gales sofreu, mas derrotou a Geórgia em Tbilisi. Sem o lesionado Gareth Bale, os galeses contaram com um chute Tom Lawrence, no início do segundo tempo, para garantir o triunfo por 1 a 0. Já a Irlanda teve menos trabalho diante da lanterna Moldávia. Daryl Murphy resolveu o jogo em apenas 19 minutos, com os dois gols que construíram o placar por 2 a 0.

Com 18 pontos, a Sérvia depende apenas de si em Belgrado. Uma vitória basta, ou mesmo um empate, caso também haja um empate em Cardiff. Já galeses e irlandeses, que só conseguem assumir a liderança vencendo e vendo os sérvios tropeçarem, sabem que a segunda colocação é bem mais factível. Com um ponto a mais, Gales ainda poderá segurar o empate diante de sua torcida que já deve descolar uma vaga na repescagem – desde que se mantenha entre os oito melhores segundos, o que é provável. Independentemente disso, o clima no Estádio Cardiff City será eletrizante para o jogo que pode aproximar os anfitriões do Mundial após seis décadas.