Um dos maiores lamentos quanto à realização da final da Copa Libertadores na Espanha aconteceu já depois que o River Plate se confirmou campeão. Por questões de logística, pensando no Mundial de Clubes, a diretoria millonaria preferiu não retornar à Argentina com a faixa no peito, de imediato. Concentrou-se no torneio da Fifa, viajando logo em seguida aos Emirados Árabes e, bem, não foi isso que possibilitou uma participação digna na competição. Magoas para trás, enfim, seria hora de voltar a Buenos Aires e finalmente reencontrar sua torcida. Pois não foi a decepção contra o Al Ain que impediu a enorme festa no Monumental. A vitória sobre o Boca Juniors será eterna.

O espetáculo da comemoração em Núñez, aquela que a ampla incompetência ao redor da superfinal não permitiu, aconteceu na noite deste domingo. E deixou uma porção de imagens que ficam gravadas na retina, mesmo duas semanas após a conquista comemorada no Santiago Bernabéu. Ocupando exatamente os assentos que compraram à final cancelada, os torcedores iluminaram o Monumental, seja com luzes de celular ou fogos de artifício. Fizeram uma noite especial para recepcionar os campeões e proclamar a grandiosidade que esta Libertadores deveria ter.

Os jogadores começaram a ser festejados desde o aeroporto de Ezeiza, acompanhados por uma caravana até Núñez. Já no estádio, dois momentos singulares aconteceram. Marcelo Gallardo foi um dos mais ovacionados pelos torcedores, em especial pelo momento no qual entrou no campo com a taça. Além disso, acompanhado pelos demais jogadores e por seus filhos, Pity Martínez recriou o terceiro gol sobre o Boca Juniors, que encerrou a decisão. Um lance que provocou a explosão nas arquibancadas, como deveria ter ocorrido de verdade.

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