Iniesta não cansa de dizer. Chegou ao Barcelona com 12 anos, ainda como garoto, e se despede aos 34, como homem. Uma vida inteira dedicada às cores azul-grená, com 32 gritos de campeão. Uma trajetória tão significativa não termina de qualquer maneira. O meia espanhol disputou a sua última partida pelos catalães e, ao ser substituído, não conseguiu segurar a lágrimas, que o acompanhariam ao longo de todas as homenagens deste domingo. 

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A partida contra a Real Sociedad foi totalmente festiva. O Barcelona já era campeão, e os bascos estavam bem confortáveis no meio da tabela. As arquibancadas do Camp Nou, lotadas por mais de 80 mil pessoas, foram enfeitadas em homenagem a Iniesta. Seu nome em dois andares e o número oito em cada um dos lados. Em campo, o destaque foi o golaço de Philippe Coutinho que deu a vitória aos catalães por 1 a 0. 

O grande momento foi 35 minutos do segundo tempo, equivalente a 80 minutos de jogo. Iniesta foi substituído por Paco Alcácer. Cedeu a braçadeira de capitão para Lionel Messi, abraçou companheiros e as primeiras lágrimas apareceram. O Camp Nou aplaudiu sem parar. Xavi Hernández, seu eterno parceiro, fez o mesmo das tribunas. E o Camp Nou não parou de aplaudir e não parou de cantar o nome de Iniesta até a partida terminar. 

 

O último jogo da temporada foi seguido por uma festa, com direito a DJ, fogos de artifício e outras parafernálias. Seria a entrega do último troféu que Iniesta conquistou pelo Barcelona. Todos os jogadores foram anunciados e celebrados pelos torcedores que permaneceram no estádio. Formaram uma guarda de honra pela qual Iniesta passou e arrancou o maior ruído da noite. O capitão levantou a taça e recebeu uma camisa especial da sua família, em referência ao último jogo, assim como uma foto do número 8 do Barça com seus 32 títulos. 

E aí, chegou a hora de falar. E as lágrimas continuaram presentes: “Boa noite. Hoje é um dia difícil, mas foram 22 anos maravilhosos. Foi um orgulho e um prazer defender e representar este escudo. Para mim, o melhor do mundo. Obrigado a todos os meus companheiros. Sentirei muito a falta de vocês. A minha torcida, pelo carinho e pelo respeito desde o primeiro dia em que cheguei como um garoto. Vou embora com 34 anos como homem. Obrigado por este mês em que pediram que eu ficasse. Posso apenas dizer que os levarei em meu coração para sempre”. 

E ouviu a torcida gritar seu nome uma última vez.


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