Alemanha e Espanha protagonizaram conquistas emblemáticas no Campeonato Europeu Sub-21 durante a última década. Em 2009, o Nationalelf chegou ao título e preparou a geração que faturaria o tetracampeonato mundial. Já a Espanha emendou o bicampeonato em 2011 e 2013, com um grupo que também rendeu muitos frutos ao elenco principal da Roja. Em 2017, as duas equipes decidiram a taça entre si, com os alemães chegando a mais uma conquista. E o tira-teima ocorrerá em 2019. Com vitórias amplas ao longo da campanha, Alemanha e Espanha farão mais uma final, depois de empilharem gols também nas semis. Vale lembrar que ambos os times já estão confirmados nos Jogos Olímpicos de 2020, ao lado de França e Romênia, as eliminadas da rodada.

A Alemanha entrou em campo primeiro e encarou a Romênia, sensação da competição. O triunfo por 4 a 2 teve suas complicações. Nadiem Amiri abriu o placar com um golaço aos 21, mas os romenos viraram antes do intervalo. Foram dois gols do artilheiro George Puscas, convertendo um pênalti e mandando o segundo de cabeça. A reação da Alemanha aconteceu no segundo tempo. E dependeu de seu principal jogador no torneio: Luca Waldschmidt, atacante do Freiburg. O camisa 10 empatou batendo pênalti aos seis e virou novamente em cobrança de falta ensaiada, já aos 45. A pá de cal do Nationalelf veio nos acréscimos, no segundo de Amiri, também em falta certeira.

Depois, a Espanha mediu forças com a França. Venceu por 4 a 1, embora tenha precisado buscar a virada. Os Bleus marcaram o primeiro aos 16, em pênalti convertido por Jean-Philippe Mateta.  Nada que tenha abalado a Roja. Marc Roca tentou duas vezes para empatar, aos 28. E depois de boas jogadas de Junior Firpo pela esquerda, o empate saiu nos acréscimos. Mikel Oyarzabal chamou a responsabilidade em cobrança de pênalti e converteu. No segundo tempo, o bom time espanhol ampliou a diferença. O terceiro veio logo aos dois minutos, em presente de Fabián Ruiz para Dani Olmo. E o melhor ficou para o final, aos 22. Pablo Fornals acertou um cruzamento de trivela e Borja Mayoral encheu o pé para estufar as redes.

A decisão acontece no próximo domingo, 30 de junho, em Údine. No papel, Alemanha e Espanha possuíam um time menos badalado que outros concorrentes – em especial, a anfitriã Itália. Todavia, fazem por merecer o caminho até a decisão. Os espanhóis carregam um favoritismo um pouco maior, por seu crescimento nas últimas partidas e também pela forma excepcional de alguns jogadores. De qualquer maneira, por capacidade ou resultados, os alemães não ficam muito atrás. Deve ser um jogaço.