Avassalador. O Chelsea assumiu a liderança da Premier League com uma atuação para ninguém botar em xeque os seus méritos nisso. Os Blues golearam o Everton por 5 a 0 no Stamford Bridge e, por aquilo que aconteceu em campo, a impressão foi a de que os visitantes até saíram no lucro por não terem tomado mais gols. Depois do mau momento em setembro, o time de Antonio Conte emendou cinco vitórias consecutivas no campeonato. Aproveitaram o tropeço do Manchester City contra o Middlesbrough para saltar à primeira colocação, com um ponto a mais. Neste domingo, no entanto, Arsenal e Liverpool ainda podem superar os londrinos caso vençam.

Stamford Bridge presenciou um recital ofensivo do Chelsea. O Everton até tentou dificultar as coisas no início do duelo, mas, quando os Blues abriram o placar com 19 minutos, ninguém mais pôde segurar o seu ímpeto. Foram 21 finalizações, contra apenas uma dos Toffees. Difícil apenas dizer quem foi melhor no trio de frente de Antonio Conte, com Diego Costa, Eden Hazard e Pedro comendo a bola.

Os dois primeiros gols do Chelsea contaram com a colaboração de Maarten Stekelenburg, acontecendo em pouco mais de um minuto. Hazard abriu a contagem em um chute cruzado, após contra-ataque puxado por Diego Costa. Já na sequência, outro avanço rápido atordoou os Toffees. Pedro rolou para o meio da área, Diego Costa deixou passar e Marcos Alonso anotou seu primeiro gol desde que chegou a Londres, chutando por entre as pernas do goleiro holandês. Estabelecida a vantagem, os Blues passaram a martelar. Victor Moses carimbou a trave, enquanto o terceiro saiu pouco antes do intervalo, após cobrança de escanteio que Diego Costa fuzilou.

Já no segundo tempo, o Chelsea até abusou do jogo bonito, com construções trabalhadas e muita verticalidade. Matic e Kanté se sobressaíam no controle do meio-campo, bem apoiado pelos alas. Mas a noite era mesmo do trio de ataque. Hazard ampliou aos 11, após grande tabela com Pedro e finalização no contrapé. Já aos 20, o espanhol deixou o seu, aproveitando o rebote de contragolpe puxado de maneira brilhante por Diego Costa. E a conta só não ficou maior porque Stekelenburg salvou alguns bons arremates. O sergipano, sobretudo na etapa complementar, fez uma de suas melhores atuações desde que desembarcou em Londres.

Independente dos erros do Everton, não dá para se esconder os méritos do Chelsea, marcando cinco gols em uma defesa que só havia sofrido oito nas dez partidas anteriores. O 3-4-3 de Antonio Conte é passível de críticas, mas pode resultar em um futebol bastante ofensivo quando se encaixa. Neste ponto, a velocidade nas transições foi extremamente destrutiva, numa goleada tão imponente quanto a aplicada sobre o Manchester United duas rodadas antes. Se mantiverem a consistência, os Blues são candidatíssimos à taça.