O Catar começou a Copa América de modo surpreendente. Diante do Paraguai, apresentou uma ideia de jogo bastante clara, ficou muito com a bola e conseguiu uma grande recuperação. Perdia por 2 a 0 no início do segundo tempo, mas conseguiu o empate e jogou futebol até para a virada, embora tenha criado poucas chances. O atual campeão asiático, um título conquistado em janeiro, mostrou que tem alguma coisa a mostrar. Na Copa América, o que ainda é estranho, mas tem.

Pênalti e gol

O Paraguai arrancou um gol logo no começo do jogo, a partir de um rebote de escanteio, um chute e a bola explodindo no braço aberto de Pedro Miguel. Pênalti marcado, Óscar Cardozo foi para a cobrança e bateu ao seu estilo: uma porrada alta. Paraguai 1 a 0, aos quatro minutos de jogo.

Posse de bola do Catar

Perdendo o jogo desde o início da partida, o Catar teve que tomar a iniciativa. É um time que tenta jogar mais com a bola com o técnico Felix Sanchez e esse tem sido o seu estilo há algum tempo. Terminou o primeiro tempo com 64% de posse de bola, mas com um problema: finalizou menos que o adversário. Apesar de ter muito mais a bola, chutou seis vezes a gol, duas delas no alvo, enquanto o Paraguai chutou 11 vezes e acertou três no alvo.

Derlis González entrou com tudo

Uma grande inversão de jogo para a direita onde estava Derlis González, que entrou no segundo tempo. Ele dominou bonito, tocou para Almirón pelo meio e o meia canhoto tocou para Cardozo, na segunda trave, empurrar para as redes. O problema é que, na revisão do gol, foi constatado impedimento de Derlis González no início da jogada. Gol anulado.

Não demoraria, porém, para o Paraguai colocar o segundo gol no placar. Derlis González recebeu pelo meio de Miguel Almirón, ajeitou para o pé direito e soltou o pé: chute forte, no alto e golaço do jogador do Santos. Agora não teve revisão do VAR: 2 a 0 para o Paraguai, aos 11 minutos do segundo tempo.

Golaço e empate

A vantagem do Paraguai logo foi reduzida aos 23 minutos. Terek Salman tomou para Almoez Ali, que chutou forte de fora da área. A bola deu uma desviada e foi no ângulo, sem chance para Gatito: 2 a 1. Pouco depois, aos 32 minutos, Akram Afif deu um bom passe para Boualem Khoukhi, que saiu na cara do gol por uma falha defensiva, e chutou. Gatito ainda desviou e Rodrigo Rojas tentou tirar, mas não conseguiu: empate do Catar no Maracanã, 2 a 2.

Catar melhor

Apesar dos dois gols marcados, o Paraguai fez pouco no jogo. Em termos de chances claras de gols, o Paraguai quase não criou, enquanto o Catar, ainda que com dificuldades, teve mais chances. Ficou mais com a bola, trabalhou mais as jogadas e conseguiu construir. Para um time que não tem a qualidade técnica como principal virtude, é certamente interessante de ver. Talvez tenhamos algo bastante interessante para ver nos próximos jogos, ainda mais contra a Argentina, que deve chegar precisando da vitória na última rodada desta fase de grupos.

Público baixo

O Maracanã pareceu viver um jogo de Campeonato Carioca. E um jogo de pouca atratividade. Foram 19.162 pagantes, com renda total de R$ 2.381.305,00. Ou seja, seguiu o padrão da Copa América até aqui: o público abaixo do que poderia, mas uma renda alta. Já passou da hora da Conmebol repensar essa estúpida política de ingressos. No Maracanã, neste jogo, o ingresso mais barato custou R$ 120. Muito dinheiro. É tão óbvio que esse preço não é atrativo que parece até sacanagem.

Próximo jogo

O Catar joga contra a Colômbia na próxima rodada, no dia 19, quarta-feira, às 18h30, no estádio do Morumbi. O Paraguai, por sua vez, enfrenta a Argentina, no Mineirão, no mesmo dia 19 às 21h30.

Ficha técnica

Paraguai 2×2 Catar

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Diego Haro (Peru)
Gols: Óscar Cardozo aos 4’/1T, Derlis González aos 11’/2T (Paraguai), Almoez Ali aos 23’/2T, Karim Boudiaf aos 43’/2T (Catar)
Cartões amarelos: Hernán Pérez, Fabián Balbuena (Paraguai), Assim Madibo, Terek Salman, Abdelkarim Hassan, Boualem Khoukhi (Catar)

Paraguai: Gatito Rodríguez; Bruno Valdez, Fabián Valbuena, Junior Alonso e Santiago Arzamendia; Celso Ortiz e Rodrigo Rojas; Hernán Pérez (Derlis González), Miguel Almirón e Cecílio Domínguez (Juan Iturbe); Óscar Cardozo. Técnico: Eduardo Berizzo

Catar: Saad Al Sheeb; Pedro Miguel, Bassam Hisham, Tarek Salman e Abdelkarim Hassan; Hasan Al Haydos, Assim Madibo, Boualem Khoukhi e Akram Afif; Abdelaziz Hatem (Karim Boudiaf); Almoez Ali. Técnico: Feliz Sanchez