As torcidas levaram mosaicos, colocaram 38 mil pessoas nas arquibancadas do Castelão e construíram um clima espetacular para o primeiro Clássico-Rei na primeira divisão do futebol brasileiro em 26 anos. Uma partida muito quente terminou com vitória do Ceará sobre o Fortaleza, por 2 a 1, aproveitando o seu primeiro tempo muito superior.

Praticamente só deu Vovô no primeiro tempo. O prenúncio foi no primeiro minuto, quando Felippe Cardoso acertou a trave, de cabeça. O placar foi aberto, aos 14 minutos, em um contra-ataque que começou na esquerda e foi até a direita antes do cruzamento rasteiro de Leandro Carvalho para Thiago Gallardo empurrar às redes. Gallardo teve uma chance de ouro logo na sequência. Quintero errou o recuo e deixou o jogador do Ceará livre, cara a cara com o goleiro. Mas Gallardo se precipitou e mandou a bola em cima do goleiro.

Tudo bem, porque o segundo gol saiu logo depois. Ricardinho cobrou escanteio da esquerda, e Felippe Cardoso apareceu na primeira trave para desviar. O Fortaleza, mesmo com 66% de posse de bola no primeiro tempo, ainda não havia conseguido finalizar quando Heber Roberto Lopes decidiu fazer uma patacoada para os livros de história.

Primeiro, marcou uma falta fora da área que nem falta foi. O Fortaleza estava prestes a cobrar quando Lopes foi alertado pelo assistente de vídeo que a infração havia ocorrido dentro da área – o que também é profundamente debatível. Logo, ele marcou pênalti, ignorando os apelos do Ceará de que teria havido um toque de mão no início da jogada. Juninho cobrou e descontou.

A partida ficou mais travada no segundo tempo e permitiu ao Ceará administrar a vantagem até o fim. O Vovô venceu a segunda partida em três rodadas, e o Fortaleza está há três jogos pelo Brasileirão sem vencer.