Há duas semanas, Pepe Reina iniciou seu auto-isolamento, após apresentar os primeiros sintomas da COVID-19. O goleiro de 37 anos começou o tratamento em sua casa na cidade de Birmingham, onde mora desde a transferência ao Aston Villa. Apesar de estar bem neste momento, o veterano contou que passou maus bocados por causa da doença. Nesta terça, o espanhol conversou com a Corriere dello Sport e revelou suas dificuldades, sobretudo por causa da falta de ar.

“Comecei a me sentir mal há quase duas semanas. Fiquei isolado após os primeiros sintomas. Estava muito cansado depois de experimentar os primeiros sintomas do vírus. Tive febre, tosse seca e uma dor de cabeça que nunca desaparecia. Era aquela sensação constante de cansaço. Mas o momento mais difícil foi quando eu não conseguia mais respirar”, disse Reina, durante a conversa com o Corriere.

“Fiquei sem oxigênio durante 25 minutos. Foram os piores momentos da minha vida. O único medo real que tive foi quando entendi que não havia mais oxigênio: minutos intermináveis de medo, como se minha garganta tivesse fechado de repente. Em consequência da doença, passei os primeiros seis ou oito dias trancado em um quarto. Comecei a sair apenas durante a noite, quando meus filhos e meus sogros estavam dormindo. Ainda mantenho distância dos meus sogros, que não são tão jovens”, complementou o goleiro.

Por conta do protocolo no Reino Unido, Reina não chegou a passar por exames, mas apresentou todos os sintomas da COVID-19. Desde a última semana, ao menos, começou a se recuperar. “Aqui na Inglaterra eles só fazem o exame em quem está seriamente doente, mas no meu caso não havia dúvidas sobre o vírus. Meu físico reagiu bem. Os médicos da Premier League me deram a informação necessária, além do protocolo a seguir”, contou.

Reina garantiu que está lidando bem com o período: “Não falta companhia em casa. Estou com minha esposa, cinco filhos e dois sogros. A casa é grande e a solidão não tem acesso ao meu lar”. Antes disso, o espanhol havia concedido uma entrevista na qual declarou que era “privilegiado” por ter uma casa grande, enquanto aqueles realmente “fortes são os que vivem em casas pequenas com crianças”.

Reina chegou ao Aston Villa na janela de transferências de janeiro, após iniciar a temporada como reserva de Gianluigi Donnarumma no Milan. Diante dos seguidos problemas dos Villans na posição, o espanhol ganhou a titularidade logo de cara e havia disputado seis partidas na Premier League, até a suspensão da competição. Reina chegou a criticar a Premier League por sua decisão de manter a rodada entre 7 e 8 de março, apesar do aumento de casos do coronavírus no Reino Unido.