Presente no jogo de portões fechados contra a Juventus em 8 de março, Young foi colocado de quarentena, assim como todo o elenco da Internazionale, e viveu uma versão mais extrema do confinamento que os italianos têm vivido nas últimas duas semanas. Liberado para seguir o confinamento em seu país-natal, assim como seis outros jogadores da Inter, o inglês aproveitou seu último dia em Milão para dar dicas preciosas de como manter o maior cuidado possível para não correr riscos ou colocar outras pessoas em perigo.

Em uma sequência no Twitter na noite de terça-feira (24), o ala da equipe de Milão começou com um ponto importante: confinamento é confinamento, e mesmo as idas ao supermercado devem ser limitadas ao estritamente necessário. “Realisticamente falando, o supermercado é, agora, o seu principal risco de espalhar este vírus e mesmo de pegá-lo. Conversando com a família e com amigos em casa, mesmo ir comprar comida soa maluco. Lembre-se: confinamento é confinamento!”

Descrevendo como tem sido fazer compras neste período, Young afirmou que tudo anda surpreendente calmo, sem briga por comida ou prateleiras vazias. E completa: “E, certamente, ninguém insulta os funcionários por limitarem comida ou por qualquer outro motivo”.

Algumas das informações sobre como tem sido ir ao mercado na Itália servem de boa referência para as práticas no Brasil, independentemente de as autoridades as adotarem ou não. Young detalha: “Em quase todos os casos, normalmente apenas uma pessoa faz as compras de toda a casa. (…) Fazer filas para ir ao supermercado é padrão, mas não por causa de estocagem ou ganância. Os supermercados têm limitado o número de pessoas entrando para que eles nunca estejam lotados. Portanto, espere e seja paciente para entrar caso seu supermercado esteja fazendo isso”.

Dentro do supermercado, Young enumera também o que tem feito na hora de pagar pelas compras: “Mantenha sempre a distância (recomendada de ao menos um metro) no caixa. Mantenha seu carrinho atrás de você enquanto tira os produtos do carrinho, de forma que impeça a pessoa atrás de você de se aproximar demais. (…) Não descarregue suas compras em cima das de outras pessoas, mantenha um espaço entre as delas e as suas. Aqui (na Itália), não podemos colocar nossa comida na esteira até que a pessoa à nossa frente tenha terminado de pagar”.

O cuidado, é claro, precisa existir também fora do ambiente do supermercado. Desde o momento em que você sai de casa até quando deixa o carro no estacionamento do estabelecimento – no percurso contrário também, é claro.

“Se você tiver que pegar o elevador, só faça isso com até uma outra pessoa. Ou seja, duas pessoas por vez. E fiquem de costas um para o outro, virados para a parede. Não respire na direção de estranhos (dentro do elevador). (…) Sempre utilize luvas logo que você sair do carro! Você não quer tocar carrinhos que outras mãos tocaram. Mantenha as luvas até voltar ao carro.”

Por fim, ainda que admita que possa soar pesado, Young aconselha: “Trate todos que não estão em sua casa como se eles tivessem o vírus. Não dá para saber”. Isso, no entanto, significa apenas manter sua distância, e não ser hostil – o básico, mas que vale ser reforçado neste momento.

“Mais importante de tudo, permaneça seguro! É isso que estamos fazendo aqui. Não é exagero, é apenas permanecer seguro. E, lembre-se, os outros deveriam olhar para você da mesma maneira. Não é nada horrível, é uma maneira de manter sua distância para, enfim, ajudar a salvar vidas.”

Como atleta de uma equipe de Milão, Young tem vivido na região da Lombardia, a mais afetada pelo coronavírus na Itália, hoje epicentro do vírus no mundo. As lições de quem está por lá são valiosas para qualquer país que está atrás dos italianos no cronograma, especialmente para aqueles cujos líderes têm enviado sinais confusos sobre o que fazer.

Confira a sequência completa, clicando no tuíte abaixo: