A decisão da Liga dos Campeões da África continua gerando enorme controvérsia. O Wydad Casablanca se retirou de campo após ter um gol legítimo anulado pela arbitragem, que não revisou o lance no VAR por alegar que “o sistema não estava funcionando”. Já neste final de semana, surgiram novas imagens para aumentar a discussão. A TV árabe mostra o monitor à beira do gramado funcionando normalmente antes que a bola rolasse. Além disso, durante a confusão causada no lance decisivo, um policial parece danificar a tela.

Segundo o árbitro Bakary Gassama, o VAR não estava funcionando desde o início da partida e isso foi avisado aos jogadores, mas o capitão do Wydad Casablanca não teria compreendido a mensagem em francês. Além disso, o presidente do clube marroquino alega que o equipamento voltou a funcionar depois da confusão e Gassama se recusou a revisar. O Wydad se retirou em campo em protesto e, após mais de uma hora de espera, o árbitro resolveu decretar o título do Esperánce, graças à vitória parcial por 1 a 0 construída no primeiro tempo.

De qualquer maneira, se a tela estava mesmo quebrada, isso ainda gera a indagação sobre o procedimento adotado pela arbitragem. O gol não foi anulado por um lance interpretativo, mas sim por um impedimento de fácil identificação. Poderia ser avisado pelo árbitro na cabine – Janny Sikazwe, que havia sido suspenso pela CAF na temporada anterior, acusado de aceitar suborno para beneficiar o próprio Espérance. Os motivos para acreditar na armação são óbvios.

Com a ação do policial, caso tenha sido mesmo suficiente para danificar a tela, a dimensão das suspeitas aumentam. Podem indicar até mesmo algo orquestrado entre a arbitragem e as demais autoridades envolvidas no jogo. A federação marroquina realizou uma reunião emergencial neste sábado e declarou o seu apoio ao Wydad. Ao que parece, a força política (e não só no futebol) será muito mais influente na resolução deste escandaloso episódio. A controvérsia deve mesmo entrar para os anais.