Edinson Cavani ainda não tinha finalizado quando, na reta final do segundo tempo, redirecionou, de cabeça, o cruzamento de Jonathan Rodríguez ao canto do goleiro Arias e marcou o único gol de uma partida muito bem disputada, mas com poucas chances de gol. O atacante do Paris Saint-Germain, porém, precisou de apenas uma para garantir a vitória do Uruguai, por 1 a 0, contra o Chile, no Maracanã, e marcar encontro com o Peru, na Fonte Nova, no próximo sábado. Os chilenos enfrentarão a Colômbia, na noite de sexta-feira, em Itaquera.

Domínio chileno

O Chile foi o melhor time no primeiro tempo do Maracanã, mais ou menos por exclusão, porque não aconteceu muita coisa. Mas, pelo menos, teve a bola no pé, finalizou muito mais – 7 a 3 – e teve a melhor chance do período, com Aránguiz completando o passe de letra de Alexis Sánchez de fora da área. Muslera fez ótima defesa.

Suárez estava muito louco

No outro lado, a melhor situação do primeiro tempo foi quando Suárez interceptou a bola e chegou a driblar o goleiro. Mas perdeu o ângulo, hesitou e, na hora de cruzar, Arias espalmou para escanteio. O momento mais maravilhoso, no entanto, foi quando o atacante do Barcelona pediu pênalti por toque de mão. Do goleiro.

Depois do intervalo, um torcedor invadiu o gramado do Maracanã e, perseguido pelos fiscais, foi derrubado por uma rasteira de Gonzalo Jara. Houve uma breve discussão, na qual Suárez exigiu cartão amarelo para o jogador chileno.

Artilheiro é artilheiro 

Não houve muitas chances de gol no segundo tempo de uma partida que acabou sendo muito disputada e brigada, mais do que realmente jogada. Mas, quando um time tem um centroavante como Cavani, não precisa de muitas oportunidades. Aos 37 minutos, após boa troca de passe, Jonathan Rodríguez descolou um cruzamento de média altura para Cavani, que redirecionou a bola no canto de Arias para dar a vitória ao Uruguai.

Ficha técnica

Chile 0 x 1 Uruguai

Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Raphael Claus (Brasil)
Gols: Edinson Cavani (URU)
Cartões amarelos:
Giovanni González (URU) 

Chile: Gabriel Arias; Gary Medel (Igor Lichnovsky), Gonzalo Jara (Nicolás Castillo) e Guillermo Maripán; Paulo Díaz, Charles Aránguiz, Erick Pulgar, Pablo Hernández e Óscar Opazo; Eduardo Vargas (Junior Fernandes) e Alexís Sánchez. Técnico: Reinaldo Rueda

Uruguai: Fernando Muslera; Giovanni González, José Giménez, Diego Godín e Martín Cáceres; Rodrigo Bentancur, Federico Valverde (Sebastián Coates), Giorgian de Arrascaeta (Jonathan Rodríguez) e Nicolás Lodeiro (Nahitan Nández); Luis Suárez e Edinson Cavani. Técnico: Óscar Tabárez