A classificação da Holanda à semifinal da Liga das Nações passou por uma grande reviravolta contra a Alemanha. Precisava pelo menos do empate e perdia por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo. Conseguiu os gols que precisava. Nesta quinta-feira, o time de Ronald Koeman outra vez teve que se recuperar ao longo da partida para chegar à decisão, após vencer a Inglaterra, por 3 a 1, em Guimarães, na prorrogação.

O jogo foi marcado por erros das duas defesas em lances capitais, especialmente da inglesa. Nesse caso, não foram erros não forçados, mas resultado da estratégia da Holanda que teve pulmão para pressionar bastante a saída de bola adversária do primeiro tempo ao tempo extra, quando saíram os dois gols que marcaram o encontro com Portugal no próximo domingo.

A Inglaterra saiu na frente, sem fazer muito para merecer isso, prejudicada também pela decisão de não escalar como titular nenhum dos jogadores que atuaram em Madrid, na final da Champions League, no último sábado. Isso significa que Harry Kane, Henderson e Alexander-Arnold ficaram no banco de reservas. O jovem promissor zagueiro De Ligt errou na saída de bola e, no desespero, cometeu pênalti. Rashford cobrou e anotou 1 a 0 para a Inglaterra.

Não estava sendo um bom primeiro tempo para De Ligt, que logo na sequência levou uma caneta de Sancho que abriu o campo para o inglês do Borussia Dortmund deixar Rashford em boa posição, mas Dumfries conseguiu abafar. No outro lado, a melhor defesa de Pickford foi em um belo chute de Babel de fora da área.

No começo do segundo tempo, a Inglaterra teve uma ótima oportunidade para matar a partida, quando Rashford encontrou o cruzamento na entrada da pequena área, mas cabeceou fraco, e Cillenssen agarrou. Um minuto depois, Walker errou na saída de bola e foi desarmado por Depay, que soltou a perna de fora da área para Pickford espalmar à frente.

De Ligt redimiu-se do erro, na metade da etapa final, aparecendo bem na primeira trave para cabecear o escanteio cobrado por Depay e empatar o jogo. A Holanda criava boas situações, uma delas com Van de Beek, de dentro da área, isolada por cima do travessão. A Inglaterra encaixou uma boa troca de passes que foi finalizada às redes por Sterling, mas o assistente de vídeo ajudou a anular o gol ao identificar posição irregular por centímetros.

A prorrogação foi um show de John Stones. Um show de horrores. Ele cometeu dois erros crassos na na saída de bola que facilitaram a vida da Holanda. No primeiro, entregou a bola para Depay, que bateu para boa defesa de Pickford. Quincy Promes dividiu o rebote, e a Holanda fez 2 a 1. O segundo foi um passe para Ross Barkley na fogueira. Depay novamente roubou e rolou para Promes empurrar às redes.

Líder do ataque holandês, Depay tomou algumas decisões erradas no campo de ataque, mas foi essencial na pressão coletiva que resultou nos gols da vitória da Holanda. Roubou pelo menos três bolas em posições perigosas, forçando erros da Inglaterra que, nesta quinta-feira, estava particularmente propensa a cometê-los.

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