A Roma conseguiu uma vitória difícil e sofrida por 2 a 1 contra o Napoli neste sábado, no Estádio Olímpico. O jogo na capital italiana teve um Napoli que ameaçou muito, criou chances e por pouco não marcou. O jogo também foi paralisado pelo árbitro por gritos racistas contra os napolitanos, feitos por parte da torcida da Roma.

Foi uma disputa direta pelo quarto lugar na tabela da Serie A. A Roma vinha cheia de desfalques por lesão e, por isso, o zagueiro Mert Cetin começou como titular no centro da defesa dos giallorrossi, formando dupla com Chris Smalling. Teve a missão de jogar contra um dos ataques mais prolíficos da Serie A, com Dries Mertens e Arkadiusz Milik.

O primeiro gol saiu aos 19 minutos. Leonardo Spinazzola cruzou e Nicolò Zaniolo dominou e chutou forte para marcar: 1 a 0. Foi o quarto gol do jogador em quatro jogos pela Serie A na temporada. Depois, foi Alex Meret, goleiro do Napoli, que precisou trabalhar. Ele defendeu chute perigoso de Aleksandar Kolarov, mandando para escanteio. Só que na cobrança, a bola tocou no braço de José Callejon, que tentou interceptar a bola e acabou tocando na bola de forma irregular. Pênalti para a Roma. Na cobrança, Kolarov bateu e Meret defendeu.

O Napoli lutou muito para se recuperar na partida. Giovanni Di Lorenzo cabeceou quase certo que marcaria o gol, mas Smalling conseguiu tirar, em cima da linha. A pressão aumentou. Lorenzo Insigne e Milik ameaçaram em chutes perigosos. No final do primeiro tempo, uma blitz: chute de Milik, que Pau López defendeu, mas a bola tocou na trave, voltou para Piotr Zielinski, que pegou o rebote, mas também não conseguiu marcar. Por fim, Mertens teve a chance, mas errou, mandando para fora.

Depois do intervalo, veio outro pênalti para a Roma. Javier Pastore tentou o cruzamento e o lateral Mario Rui levantou os braços para tentar bloquear. A bola bateu nos braços e, assim, o árbitro marcou pênalti. Desta vez quem fez a cobrança foi Jordan Veretout, que chutou forte, Meret ainda tocou na bola, mas ela entrou. Com o gol, foi a vez da Roma tentar matar o jogo e Justin Kluivert quase conseguiu.

O jogo foi paralisado aos 68 minutos (23 da segunda etapa). Foi feito um alerta pelo autofalante do estádio dizendo que o jogo foi paralisado pelos cantos racistas contra os napolitanos. Edin Dzeko foi até a Curva Sud, onde ficam os ultras, e pediu para que parassem.

A paralisação acabou sendo ruim para a Roma. O Napoli voltou com tudo e conseguiu um gol. Hirving Lozano, que entrou no segundo tempo no lugar de Callejón, desceu pela direita e cruzou para Milik completar e diminuir: 2 a 1, aos 27 minutos.

A Roma reagiu, com um uma cabeça de Pastore que Meret precisou de um milagre para defender. O lance acabaria anulado porque o contra-ataque teve impedimento, mostrado pelo VAR. A Roma teria um gol anulado, corretamente, quando Dzeko mandou para a rede, mas Smalling, que cabeceou no lance, estava impedido.

No final, Zielinski chutou com muito perigo, com a bola passando a centímetros do gol. Já nos acréscimos, Cetin acabou expulso depois de tomar o segundo cartão amarelo ao derrubar Fernando Llorente de forma faltosa. Milik chutou a falta na barreira, encerrando o jogo.

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