Palmeiras e Grêmio tiveram alguns ídolos em comum ao longo da história. Paulo Nunes possui o seu lugar especial no coração de ambas as torcidas. O atacante revelado pelo Flamengo pode não ter sido o mais lendário ou o mais habilidoso nesta lista compartilhada. No entanto, sabia como conquistar as arquibancadas com seu estilo provocador e sua intensidade dentro de campo – além, é claro, dos muitos gols que anotou. Os grandes momentos alviverdes e tricolores na própria Libertadores passam pelos pés de Paulo Nunes.

Sob as ordens de Felipão, Paulo Nunes se tornou o segundo atacante perfeito ao futebol de resultados praticado pelo comandante durante os anos 1990. Com a camisa do Grêmio a partir de 1995, após uma saída litigiosa da Gávea, formou a parceria perfeita ao lado de Jardel. O loirinho sabia como aproveitar os espaços e encontrar soluções ao lado do centroavante no Olímpico. Graças a essa aptidão, conquistou praticamente todos os títulos possíveis durante sua primeira passagem pelo clube e se alçou à seleção brasileira. Além do mais, contribuiu decisivamente à conquista da Libertadores em 1995. Foram cinco gols naquela campanha, incluindo um na decisão contra o Atlético Nacional.

Paulo Nunes teve uma apagada aventura pelo Benfica, ao deixar o Grêmio. E justamente Felipão tornou-se o responsável por repatriá-lo, em 1998, numa legião gremista que estabelecia bases em São Paulo. Vestiria a camisa do Palmeiras e viveria uma fase tão importante quanto iluminada no Parque Antárctica. Os moldes do sucesso não mudaram muito em relação ao que havia vivenciado em Porto Alegre. Mas, no Palestra, a grande parceria de ataque aconteceu com Oséas, outro centroavante de área e bom no cabeceio. A Libertadores retornou às mãos do “Diabo Loiro” em 1999, em campanha na qual contribuiu com mais três tentos.

Curiosamente, a passagem de Paulo Nunes pelo Palmeiras se encerrou para um malfadado retorno ao Grêmio, em janeiro de 2000. Em meio à debandada que ocorreu durante os últimos tempos do patrocínio da Parmalat, a nova estadia do atacante pelo Olímpico guardou um bocado de frustração. Não queria voltar a Porto Alegre e também teve problemas logo em sua chegada, que azedaram rapidamente a relação. Foi então que começou o declínio de sua carreira, mas nada que borrasse a gratidão por aquilo que protagonizou com a camisa tricolor e também com a alviverde. Em dia de Palmeiras x Grêmio na Libertadores, esta memória se reaviva. Vale relembrar alguns desses gols: