O assunto mais falado no mundo do futebol nesta segunda-feira (12) foi o sorteio das oitavas de final da Liga dos Campeões. Dois dos três grandes clubes portugueses estão na disputa. O Benfica enfrentará o Borussia Dortmund e o Porto, a Juventus.

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O segundo tema mais comentado do dia foi o sorteio do mata-mata da Liga Europa. Nenhum time português segue na competição – nem mesmo o Sporting, único grande lusitano a ficar de fora das disputas internacionais na segunda metade da temporada.

O último lugar em seu grupo na Champions League e a consequente perda do direito de disputar a Liga Europa exemplifica bem a crise vivida pela equipe de Jorge Jesus. Uma crise que foi acentuada pela derrota por 2 a 1 no dérbi contra o Benfica, neste domingo (11), resultado que deixou o time cinco pontos atrás dos próprios encarnados, que lideram o Campeonato Português.

O momento é preocupante para os leões. Em que pese o fato de o time até ter jogado bem no dérbi – chegou perto do empate e fez do goleiro Ederson um dos melhores em campo –, os resultados não estão acontecendo. Já são sete derrotas em 22 jogos oficiais disputados na temporada, sendo quatro resultados negativos nas últimas 10 partidas.

Para efeito de comparação, nesta mesma altura da temporada passada, o Sporting liderava o campeonato nacional (agora, está em terceiro) e somava oito pontos a mais do que os 27 atuais.

Jorge Jesus deixou o estádio da Luz reclamando da arbitragem no dérbi. Para ele – e para muitos sportinguistas –, o time foi prejudicado em dois pênaltis não marcados, que poderiam ter mudado o rumo da partida. “O Benfica não tem culpa disto, claro. A terceira equipe (arbitragem) é que não esteve à altura da grande equipe do Benfica, da grande equipe do Sporting e do espetáculo bonito que aqui se viveu. Foi um jogo acima da qualidade da equipe de arbitragem”, disse, na entrevista coletiva.

Mesmo que a reclamação seja correta (embora haja discussão sobre os lances), não se pode atribuir apenas ao apito a má fase vivida pela equipe. Jorge Jesus parece não conseguir extrair o máximo de seus jogadores, como fazia nos tempos de Benfica e como já fez anteriormente no comando dos leões. Ele próprio não perdia dois clássicos seguidos para o mesmo adversário desde 2010/11, quando ainda dirigia o Benfica e caiu duas vezes perante o Porto.

Ainda que perder um dérbi na casa do adversário possa ser considerado um resultado normal, a campanha recente traz motivos de preocupação para o torcedor alviverde. Afinal, nesta temporada o clube acumula derrotas para Legia Varsovia e Rio Ave e empates contra Nacional e Tondela, para citar alguns exemplos. Um desempenho que faz com que o time, neste momento, não dependa apenas de si para ser campeão português.

A boa qualidade do futebol apresentado no dérbi talvez seja um alento aos sportinguistas. Mas, em se tratando de Sporting, somente jogar bem não basta. Recolocar o time nos trilhos passa muito por evitar as turbulências internas, dar tranquilidade aos jogadores e parar de se preocupar com adversários e arbitragens. Coisas que, no caso do Sporting, não são simples de acontecer.