Eleição Trivela: os 10 melhores times da última década

Não há receita para formar um grande time. Às vezes, basta reunir a maior quantidade possível de grandes jogadores. Em outras, o garimpo preciso de peças que se complementam é essencial. O bom trabalho coletivo de um treinador competente, com uma filosofia clara, costuma ajudar. E, no fim, o que realmente conta são as conquistas, embora um rendimento muito fora da curva possa de vez em quando ser mais importante do que a quantidade bruta de troféus.

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A quarta edição da Eleição Trivela da última década falará das obras coletivas. Quais foram os melhores times? Aqueles que encantaram, que quebraram recordes, que conquistaram títulos e feitos incríveis e tiraram o nosso fôlego? Pedimos ao nosso colégio eleitoral uma lista com cinco, em ordem de preferência, e pontuamos do primeiro ao quinto colocado (10, 6, 4, 2 e 1) para chegar à seleção final de dez.

Alguns duraram apenas uma temporada, outros se reconstruíram e poucos conseguiram imprimir um domínio mais duradouro mudando apenas algumas peças. Mas todos entraram para a história de alguma forma. 

Colégio eleitoral 

Felipe Portes – Revista Relvado
Mauro Beting – Esporte Interativo, UOL
Leandro Iamin – Central 3
Taynah Espinoza – Esporte Interativo
Nathalia Perez – Trivela
Mário Marra – ESPN, CBN
Renata Mendonça – Dibradoras
Bruno Formiga – Esporte Interativo
Leo Escudeiro – Trivela
Bruno Bonsanti – Trivela
Joshua Law – Football Yellow
Douglas Ceconello – Impedimento, Globoesporte.com
Ubiratan Leal – ESPN, Trivela
Vitor Birner – ESPN, Central 3/Trivela
Paulo Júnior – Central 3
Felipe Santos Souza – Espreme a Laranja, Trivela
Victor Canedo – Globoesporte.com
Vitor Sérgio – Esporte Interativo
Matías Pinto – Central 3
Leandro Stein- Trivela
Felipe Lobo – Trivela

10º – Juventus

Gonzalo Higuaín, da Juventus (Foto: Juventus FC)

Período: 2016/17
Time base: Buffon; Barzagli, Bonucci e Chiellini; Daniel Alves (Cuadrado), Pjanic, Khedira e Alex Sandro; Dybala, Higuaín e Mandzukic
Feitos: Campeão italiano, da Copa Itália e vice da Champions League
Técnico: Massimiliano Allegri

Poderia ter estendido o período para a temporada 2014/15, quando a Juventus também ficou a um jogo da Tríplice Coroa, mas o grande feito de Allegri foi ter conseguido reconstruir quase todo o time e voltar à final europeia em dois anos. Após a derrota para o Barcelona, Tevez, Pirlo, Vidal, Pogba, Morata e Evra, todos titulares em Berlim, foram embora, em diferentes momentos. Por outro lado, chegaram Dybala, Daniel Alves, Alex Sandro, Khedira, Mandzukic, Pjanic, Higuaín e outros importantes coadjuvantes. O esquema tático alternou entre três zagueiros e um 4-2-3-1 que compensava a falta de poder de marcação dos laterais e dos volantes com ótimos trabalhos defensivos dos pontas Mandzukic e Cuadrado. A Roma e o Napoli pressionaram, mas o título da Serie A, o sexto seguido, foi assegurado, com a melhor defesa do campeonato. A retaguarda foi um ponto crucial: apenas um gol sofrido nos seis jogos de mata-mata da Champions League anteriores à decisão. A Copa Itália foi conquistada com vitórias contra Milan, Napoli e Lazio. Cardiff era o que separava aquele time de entrar para a história como o primeiro da Juventus a conquistar a conquistar os três principais títulos da temporada. Cristiano Ronaldo, Zinedine Zidane e o Real Madrid não deixaram, mas aquela Velha Senhora havia deixado sua marca.

9º – Atlético de Madrid

Godín (foto: Getty Images).

Período: 2013/18
Time base: Courtois (Oblak); Juanfran, Miranda (Giménez), Godín e Filipe Luís (Lucas Hernández; Tiago (Thomas), Gabi, Turan (Saúl) e Koke; Diego Costa (Griezmann) e David Villa (Torres)
Feitos: Campeão espanhol, dois vices da Champions e uma Liga Europa
Técnico: Diego Simeone

Com menos recursos financeiros, principalmente para pagar salários, o Atlético de Madrid esteve sujeito a perdas de jogadores depois de seus momentos mais importantes. Outros chegaram ao natural ocaso de suas carreiras e precisaram ser substituídos. No entanto, uma base foi mantida durante o coração da década e, principalmente, uma identidade. Há quem odeie a maneira como Simeone coloca seu time para jogar. Há quem não goste, mas respeite. Ambos usam o válido argumento de que o dinheiro das vendas e das premiações dos últimos anos seria suficiente para desenvolver um estilo mais sofisticado. E há quem simplesmente adore a maneira como o Atleti disputou cada partida como se fosse a última, como se sempre fosse a zebra mesmo quando não era, defendendo-se em bloco, em unidade, como um exército, sangrando e deixando cada gota de suor no gramado em nome da causa de Simeone e do clube. O argentino havia revitalizado o Vicente Calderón com títulos da Liga Europa e da Copa do Rei, mas o projeto realmente explodiu com a conquista de La Liga e o vice-campeonato europeu em 2013/14. Com aquela base, o Atleti seguiu sendo um dos times mais competitivos do mundo. Que não tenha conseguido regularidade para voltar a conquistar a liga nacional, seguiu sempre um incômodo em torneios de mata-mata e voltou à final europeia em 2015/16. Dois anos depois, combinando Griezmann e Diego Costa, líderes de times separados daquele período, conquistou a Liga Europa, antes de Simeone começar sua primeira revolução mais profunda no elenco.

8º – Flamengo

Filipe Luís, do Flamengo (Getty Images)

Período: 2019
Time base: Diego Alves; Rafinha, Pablo Marí, Rodrigo Caio e Filipe Luís; Willian Arão, Gérson, Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol
Feitos: campeão brasileiro e da Libertadores (no mesmo fim de semana)
Técnico: Jorge Jesus

São diversos os motivos que marcaram o Flamengo do ano passado na história, nenhum mais importante do que levar a maior torcida do Brasil à loucura durante seis meses. A temporada começou ainda meio devagar, com Abel Braga sem conseguir tirar o melhor de um elenco que já era talentoso. As contratações da segunda leva, laterais, Gerson e Pablo Marí, foram a cereja no bolo. Ao mesmo tempo, chegou Jorge Jesus e levou tudo a outro patamar. Capaz de montar um time extraordinário com a recuperação financeira dos anos anteriores, o Flamengo também se mostrou capaz de não se contentar com pouco. Organizado e ofensivo, sempre buscou um gol a mais. E um título a mais. Era normal ver times que avançavam na Libertadores abrindo mão do Campeonato Brasileiro, mas Jesus estava sedento para marcar seu nome na história do futebol brasileiro. Rodou pouco os titulares, atacou as duas competições e as venceu em um intervalo de dois dias: a Libertadores, com um épico na final, e depois, em meio à comemoração, o Campeonato Brasileiro.

7º – River Plate

River Plate, campeão da Libertadores (Foto: Getty Images)

Período: 2015-2019
Time base: Franco Armani; Jonatan Maidana, Lucas Martínez (Ponzio) e Javier Pinola; Gonzalo Montiel, Exequiel Palacios, Enzo Pérez, Gonzalo Martínez (Ignácio Fernández) e Milton Casco; Rafael Borré e Lucas Pratto (Matías Suárez)
Feitos: Três finais da Libertadores, com dois títulos, e três Copas da Argentina
Técnico: Marcelo Gallardo

Em um período de quatro anos no futebol sul-americano, não é incomum que um mesmo clube tenha quatro times diferentes – ou até mais. Mesmo, ou até especialmente, se ele for tão bem-sucedido quanto o River Plate. A constante entre o título da Libertadores de 2015 e a final contra o Flamengo na temporada passada foi o trabalho de Marcello Gallardo e alguns jogadores como Maidana e Ponzio. Mesmo passando por tantas mudanças, foi notável o aproveitamento na Libertadores: em cinco edições, três finais, uma semifinal e dois títulos, um deles na Última Final, contra o Boca Juniors. A prateleira de troféus no Monumental de Núñez também foi recheado com três Copas da Argentina e três Recopas Sul-Americanas, além de uma Copa Sul-Americana em 2014. O ponto negativo – e importante – foi não ter conseguido vencer o Campeonato Argentino, mas o domínio continental guardou paralelo com o Boca Juniors do começo do século.

6º – Bayern de Munique  

Heynckes com seus títulos

Período: 2012/13
Time base: Manuel Neuer; Philipp Lahm, Dante, Jéröme Boateng e David Alaba; Javi Martínez (Luiz Gustavo), Bastian Schweinsteiger (Toni Kroos), Franck Ribéry e Arjen Robben; Thomas Müller e Mario Mandzukic
Feitos: Títulos da Bundesliga, Copa da Alemanha e Champions League
Técnico: Jupp Heynckes

O projeto começou com Louis Van Gaal, e o holandês chegou muito próximo da temporada perfeita em 2009/10, mas lhe faltou o título europeu, perdido para a Internazionale. Parte da espinha dorsal estava ali: Lahm, Schweinsteiger, Robben e Ribéry. Faltava recheá-la, o que aconteceu nos mercados seguintes, com alguns negócios espertos como Rafinha, Luiz Gustavo, Boateng, Dante e Mandzukic. Outros mais caros como Manuel Neuer e Javi Martínez. A base revelou Toni Kroos, Thomas Müller e David Alaba. A chegada de Jupp Heynckes trouxe consigo alguns ajustes e um estilo mais implacável. A derrota em seu estádio para o Chelsea em 2012 foi dura, mas o Bayern de Munique se reergueu imponente. Ganhou a Bundesliga com 29 vitórias em 34 rodadas, recuperando a Salva de Prata que estava em posse do Borussia Dortmund. Passeou na Copa da Alemanha, ganhando todos os jogos rumo à decisão e sofrendo apenas três gols, sendo dois na final contra o Stuttgart. E finalmente se sagrou campeão europeu. O ápice de rendimento foi o 7 a 0 no agregado contra o Barcelona na semifinal. O de emoção foi quando Arjen Robben marcou os 44 minutos do segundo tempo o gol da vitória por 2 a 1 sobre o rival Borussia Dortmund na grande decisão em Wembley.

5º – Manchester City  

Kompany, com a taça do Manchester City (Foto: Getty Images)

Período: 2017/19
Time base: Ederson; Kyle Walker, Otamendi (Laporte), Stones e Delph (Mendy); Fernandinho (Gündogan), David Silva e Kevin de Bruyne; Sané (Bernardo Silva), Sterling e Agüero (Gabriel Jesus)
Feitos: Duas Premier Leagues e a Tríplice Coroa nacional
Técnico: Pep Guardiola

Havia dúvida se o modo de trabalhar de Pep Guardiola, com seu estilo muito característico, faria sucesso no futebol inglês. E a primeira temporada teve turbulências. Não passou do terceiro lugar. Acabou sendo um período de adaptação. Guardiola fez alguns ajustes em sua filosofia, completou a renovação do elenco e colocou em campo para a edição 2017/18 um dos melhores times que a liga inglesa já viu: anotou 100 pontos, ganhou 32 jogos e marcou 106 gols. Quebrou uma série de recordes. E na campanha seguinte, alcançaria outro feito inédito, ao conquistar as três competições nacionais – além da Premier League, a Copa da Liga e da Inglaterra -, conseguindo manter o Liverpool a um ponto de distância, em uma das disputas mais incríveis que já existiram. Raheem Sterling tornou-se outro jogador, agora um afiado goleador. Kevin de Bruyne cresceu para ser um dos melhores do mundo. Agüero seguiu fazendo gols, e jovens como Sané e Gabriel Jesus se desenvolveram. E Guardiola provou que é um grande treinador, na Espanha, na Alemanha, na Inglaterra ou em Marte.

4º – Liverpool

Jogadores do Liverpool comemoram título da Champions League

Período: 2018/20
Time base: Alisson; Trent Alexander-Arnold, Virgil Van Dijk, Joe Gomez (Joel Matip) e Andrew Robertson; Fabinho, Georginio Wijnaldum e Jordan Henderson; Mohamed Salah, Sadio Mané e Roberto Firmino
Feitos: Duas finais de Champions League, um título e um quase título inglês
Técnico: Jürgen Klopp

Estava claro que algo acontecia em Anfield nos primeiros anos do trabalho de Jürgen Klopp. O Liverpool havia voltado a disputar a Champions League e conseguia fazer jogos fantásticos, mas faltava regularidade. Faltava um clique. Ele veio na virada do ano para 2018, com a chegada de Virgil Van Dijk, suficiente para chegar à final da Champions League. A derrota para o Real Madrid foi dura, mas apenas o começo. Alisson e Fabinho tornaram o time ainda mais equilibrado. E aí, o Liverpool decolou. Voltou à final europeia, com uma virada de poucos precedentes contra o Barcelona, e desta vez não teve papo. Derrotou o Tottenham e conquistou sua sexta copa europeia. Na Premier League, conseguiu acompanhar o Manchester City, o que em si era um grande feito. O título inédito e a quebra de jejum ficaram por um ponto, apesar da campanha excepcional. Foi apenas o começo. O Liverpool seguiu sendo um time de muita intensidade e ofensividade, mas acrescentou ao seu arsenal a capacidade de cozinhar as partidas. Como resultado, ganhou 26 das primeiras 27 rodadas da Premier League seguinte e não foi campeão ainda somente por causa da paralisação pela pandemia de coronavírus. Ganhou a Supercopa da Uefa e o Mundial de Clubes. Embora tenha oscilado bastante de desempenho e vencido alguns desses jogos meio no sufoco, também passou a sensação de que este time ainda está no começo de sua trajetória. Também parece mais um começo.

3º – Barcelona (Luis Enrique) 

Suárez, Neymar e Messi: o trio de ataque do Barcelona (Foto: AP)

Período: 2014/15
Time base: Ter Stegen; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Jordi Alba; Sergio Busquets, Ivan Rakitic e Andrés Iniesta; Lionel Messi, Neymar e Luis Suárez
Feitos: Títulos de La Liga, Copa do Rei e Champions League
Técnico: Luis Enrique

A passagem de Guardiola pelo Barcelona deixou marcas tão fortes, aliadas à eterna filosofia de Johan Cruyff, que seria difícil imaginar tão rápido um time que atuasse de maneira diferente. Mas Luis Enrique conseguiu desenvolver um futebol mais vertical, mais faminto pelo contra-ataque, e contou com fases iluminadas do seu trio de ataque, o famoso MSN, para alcançar a segunda Tríplice Coroa da história dos catalães. Os números não foram tão sensacionais – fez 110 gols no Campeonato Espanhol, um total bem alto, mas o Real Madrid, segundo colocado dois pontos atrás, marcou 118 -, mas houve alguns jogos muito marcantes, especialmente na Champions League. Passou voando pelo Paris Saint-Germain e derrubou o Bayern de Munique de Guardiola, com aquele drible de Messi em Boateng. A Copa do Rei foi conquistada nove vitórias em nove jogos, passando pelo Atlético de Madrid nas quartas de final, com uma volta eletrizante (2 x 3) no Vicente Calderón. A coroação da temporada veio em Berlim. Messi, duas vezes, e Neymar marcaram os gols da vitória por 3 a 1 sobre a Juventus e garantiram o grande título do Barcelona.

2º – Real Madrid

Sergio Ramos, do Real Madrid (Foto: Getty Images)

Período: 2015-2018
Time base: Keylor Navas; Dani Carvajal, Sergio Ramos, Raphaël Varane e Marcelo; Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric; Gareth Bale (Isco), Cristiano Ronaldo e Karim Benzema
Feitos: Tricampeonato europeu
Técnico: Zinedine Zidane

Há debate sobre o nível de futebol apresentado pelo Real Madrid de Zinedine Zidane. O que não cabe discussão é o fato de que há mais de 40 anos não havia um time tricampeão europeu, desde o Bayern de Munique da década de setenta. E se o primeiro título não foi o mais bonito, quando Zidane pegou o bonde andando das mãos de Rafa Benítez, e havia sinais claros de desgaste no terceiro, tanto que o francês pediu para sair, o segundo contou com um grande futebol, necessário para despachar Napoli, Bayern de Munique e Atlético de Madrid com folga, e golear a Juventus na grande decisão. No geral, teve a versão mais letal de Cristiano Ronaldo, um goleiro subestimado em Keylor Navas, um zagueiro decisivo como há muito não se via em Sergio Ramos, um coadjuvante inestimável em Karim Benzema e um meio-campo que encaixou perfeitamente, com Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric que, contando também com a campanha da Croácia na Copa do Mundo, chegou a ser eleito o melhor jogador do mundo.

1º – Barcelona (Guardiola)

Período: 2010/11
Time base: Valdés; Daniel Alves, Gerard Piqué, Javier Mascherano e Eric Abidal; Sergio Busquets, Xavi e Andrés Iniesta; David Villa, Pedro e Lionel Messi
Feitos: Títulos do Campeonato Espanhol, Champions League e Mundial
Técnico: Pep Guardiola

Curiosamente, a lista de títulos não é tão grande quanto de outros integrantes desta seleção, e calhou de o grande time da década eleito pelo colegiado da Trivela ter pegado apenas os primeiros anos do período. Faltou a Copa do Rei para que Guardiola conquistasse sua segunda Tríplice Coroa em três temporadas, um detalhe diante do futebol que aquele Barcelona apresentou. Estamos falando do provável auge de um dos melhores times de todos os tempos. Chegou perto dos 100 pontos no Campeonato Espanhol, ainda três a menos do que no ano anterior, com uma sequência de 16 vitórias seguidas. Passou incólume pelo imenso desafio que foi aquela maratona de clássicos contra o Real Madrid e foi tão superior ao Manchester United na final europeia que parecia o mandante em Wembley. Teve Xavi e Iniesta em sintonia como nunca, e Messi consolidado em sua função de “falso 9” com 53 gols em 55 partidas. No fim de 2011, antes que chegasse o ocaso da passagem de Guardiola, ainda houve um show de futebol na final do Mundial de Clubes contra o Santos, marcado na memória de tantos, como ficou provado nesta votação.

Também foram citados

Espanha (Del Bosque), Alemanha (2014), Cruzeiro (Marcelo Oliveira), Borussia Dortmund (Klopp) e França (2018)

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