O Egito não teve chance de buscar o tetracampeonato consecutivo da Copa Africana de Nações. Depois de assegurarem o tri em 2010, os Faraós sequer conseguiram estar presentes em 2012. Foram três edições de ausência, até o retorno em 2017. E, ao que parece, o time treinado por Héctor Cúper se coloca entre os candidatos para recuperar a taça no Gabão. Tudo bem que o Grupo D não oferecia tantos desafios assim. Mas os egípcios avançaram com a liderança, sete pontos conquistados e nenhum gol sofrido. Nesta quarta, ratificaram a classificação batendo Gana por 1 a 0, em duelo que valia a liderança.

Embora ainda conte com jogadores renomados, Gana vem em declínio nos últimos anos. Mesmo assim, venceu os seus dois primeiros compromissos na Copa Africana. Já diante de seus principais rivais, algozes na decisão em 2010, deu Egito. O gol da vitória saiu graças ao talento do principal destaque individual dos Faraós, Mohamed Salah. O jogador cobrou falta com maestria, no canto do goleiro, decretando o triunfo aos 10 minutos de jogo.

Já na outra partida do Grupo D, Mali e Uganda morreram abraçados, com o empate por 1 a 1. Já eliminados, os ugandenses abriram a contagem aos 25 do segundo tempo, em chutaço de Farouq Miya. Diante da vitória do Egito, os malineses também não tinham muito o que fazer, precisando virar e torcer para a virada de Gana. Ao menos descontaram, em falta de Yves Bissouma.

Nas quartas de final, o Egito fará clássico do norte da África contra Marrocos. Depois, pode pegar Burkina Faso ou Tunísia. Já Gana encara o embalado time da República Democrática do Congo. Quem passar cruza nas semifinais com Senegal ou Camarões.