Foram três estreias dentro do protocolo. Afinal de contas, duas vitórias em casa e uma em cima do Olympiacos não são capazes de fazer ninguém sair do planeta terra. No máximo, alguns torcedores mais festeiros tomaram um porre e foram trabalhar de ressaca nesta quinta-feira, mas só. Com os três pontos na conta, Bayern Munique, Schalke 04 e Borussia Dortmund mostram que serão adversários difíceis para quem quer que seja em seus grupos.

A melhor estreia foi a do Bayern Munique. Passou por cima do Valencia no primeiro tempo, controlou o jogo no segundo e poderia ter feito 3 ou 4 a 1 se não tivesse perdido um caminhão de gols e um pênalti, com Mario Manduzkic, nos acréscimos. Diego Alves, que defendeu a cobrança, teve boa atuação no jogo, diferentemente da defesa dos Ches, que algumas vezes precisou parar Robben, Thomas Müller e Schweinsteiger na porrada.

Schweinsteiger, aliás, foi o craque do jogo. Fez um gol e trabalhou ali no meio-campo como se estivesse numa torre de controle, observando tudo atentamente e distribuindo o jogo com muita tranquilidade. Arjen Robben, que deu uma assistência, fez boas jogadas de efeito e Toni Kroos fez um golaço. De negativo, fica a insegurança de Dante, que ameaçou falhar em vários momentos, embora tenha feito um corte decisivo no primeiro tempo.

A perspectiva para os bávaros é passar em primeiro lugar do Grupo F com sobras, sem olhar para o retrovisor. O Lille, que por ser francês poderia representar algum perigo, já tomou uma sapatada do BATE Borisov em casa e não indica que será uma ameaça. Os bielorrussos surpreenderam na estreia, mas a tendência é que consigam no máximo uma vaga na Liga Europa.

No Borussia Dortmund, o sentimento é de alívio. O time criou uma penca de chances no primeiro tempo, atacou durante a segunda etapa inteira, perdeu um pênalti com Mats Hummels e tudo indicava que empataria. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, Robert Lewandowski fez um belo gol e desafogou um grito que estava preso no Signal Iduna Park já há algum tempo. O time, apesar da pouca posse de bola, se destacou pela objetividade e pela excelente atuação de Mario Götze, que aos poucos volta ao seu ritmo de jogo. Lukasz Piszczek, autor da assistência para o gol de Lewandowski, também fez ótima partida e já se pode dizer que é, atualmente, um dos melhores laterais direitos do mundo.

Nesse caso, a situação é um pouco mais complicada, porque os adversários do Dortmund no Grupo D são Real Madrid e Manchester City, e nesse caso qualquer chance perdida poderá ser fatal. O contra-ataque, porém, é uma das principais armas da equipe, que poderá ficar na dela, quietinha na defesa contra os dois gigantes, atacando somente quando houver espaço. É um time que jamais pode ser subestimado, como bem sabe o Bayern Munique.

O Schalke teve o adversário mais fraco entre os três, mas também se saiu bem. A vitória por 2 a 1 sobre o Olympiacos dá moral para o time, que tem totais condições de brigar com o Arsenal pelo primeiro lugar do Grupo B. O peruano Jefferson Farfán está na melhor fase da carreira, emplacando grandes partidas em sequência e comandando o ataque azul real. Além dele, os azuis reais contam com o poder de finalização de Klaas-Jan Huntelaar e a liderança de Benedikt Höwedes, cada vez mais firme como capitão da equipe. Talvez seja pouco para repetir o feito de 2010/11, quando o time chegou às semifinais, mas é mais do que suficiente para cumprir um papel digno e ajudar a Alemanha no coeficiente da Uefa.