O capitão do Santos, Edu Dracena, deu entrevista coletiva nesta sexta-feira, em lançamento de nova chuteira da Umbro, que patrocina o jogador, e declarou que o Santos tem capacidade de chegar à final da Libertadores, principal torneio do clube no primeiro semestre.

“Estamos conversando e nos preparado para fazer um grande ano. Se vamos ser campeões ou não, aí é conseqüência. O Santos ganhou uma Libertadores na época do Pelé. Ano retrasado o Adílson chegou à final [com o Cruzeiro, em 2009]”, disse o jogador santista.

“Sabemos que teremos marcação forte, que é uma característica dos times sul-americanos”, afirmou o zagueiro. “Fazendo a primeira viagem [contra o Deportivo Táchira, na Venezuela] pode ser bom. O nosso objetivo é nos classificarmos em primeiro lugar no grupo”, afirmou ainda o capitão.

Apesar das dificuldades da Libertadores, o zagueiro considera que o Santos entra na competição para chegar às fases decisivas. “O Santos entra forte, mas não dá para falar em favoritismo. Podemos brigar pelo título até o final. Mantivemos Neymar e Ganso e ainda trouxemos Elano, Jonathan, Charles e Diogo. Acredito que o Santos está mais forte do que no ano passado”, afirmou.

Com um elenco jovem, Edu Dracena destacou que a conversa é importante para administrar a ansiedade e a possível inexperiência. “A Libertadores é uma competição completamente diferente das outras. Tem que conversar muito dentro de campo”, afirmou o camisa 2 do Santos. “Entendemos que os jovens queiram mostrar serviço, estamos conversando muito. O Adílson tem cobrado muito nos treinamentos”, afirmou.

O jogador afirmou também que a pressão não pode ficar toda em cima dos jovens do elenco. “Não são só eles que tem que resolver a partidas. Não são dois ou três que são responsáveis pela vitória. A Libertadores é diferente e se eles não renderem tanto quanto o esperado, não é o fim do mundo. Eles são jovens e sabemos que podem oscilar. A gente conversa, orienta, mas sabemos que é uma competição com um jogo bem catimbado”, explicou Dracena.

Sobre Neymar, Edu Dracena elogiou o jogador, que atuou pela seleção sub-20 na noite de domingo, quando a Seleção Brasileira teve sua primeira derrota na competição, com o atacante bastante nervoso em campo. “Ele está tendo a experiência de jogar contra sul-americanos. Contra a Argentina é sempre difícil. Mas o Neymar está hoje acima dos demais, é um jovem de grande talento e ele estando bem nos ajudará bastante”, disse.

O Santos disputa duas competições simultâneas no primeiro semestre, o Campeonato Paulista e a Libertadores. Ainda que o torneio sul-americano seja o grande desejo dos torcedores, Dracena destacou que é importante manter boa campanha nas duas competições.

“Não adianta priorizar. O Santos montou um elenco forte. Não gosto dessa história de priorizar. De repente conquistar o Paulista e fazer uma boa campanha na Libertadores, chegar à final, mesmo sem ganhar, é melhor”, afirmou o zagueiro.

Assim como no ano anterior, o Santos começou o ano fazendo muitos gols, mas a defesa sofreu algumas críticas pelo número de gols sofridos. “O Santos chegou chegou goleando, quanto mais gols fizer, parece que a defesa toma mais, mas não é bem assim. Tentamos chegar a um equilíbrio com o Adílson que não conseguimos com o Dorival Júnior”, disse, referindo-se ao time do ano passado.

Sobre a eliminação do Corinthians na primeira fase da Libertadores, o zagueiro alertou sobre o cuidado que é preciso ter contra todos os adversários. “O futebol, a cada ano que passa,mostra que é preciso respeito. O Corinthians entra como favorito e não tendo um time desse como adversário facilita”, disse.