A transmissão de eventos esportivos em plataformas online, cada vez mais, se torna realidade. E se nas modalidades populares nos Estados Unidos isso já é bastante comum, no futebol existe um caminho a se percorrer. Mas que pode não demorar muito. Neste momento, acontecem as tratativas para a venda dos direitos da Premier League no Reino Unido, no ciclo entre 2019 e 2022. E um esboço deste novo cenário tem chances de se concretizar, segundo matéria publicada pelo jornal The Guardian. Facebook, Google e Netflix, que eram vistos como potenciais interessados, não devem entrar no jogo desta vez. Mas a Amazon pode tentar assegurar uma parcela da transmissão ao seu serviço de streaming, o Amazon Prime Video.

Diante do peso midiático da Premier League, era esperado que as empresas americanas pudessem competir pelos direitos de transmissão. Por enquanto, não deve acontecer, com Sky Sports e BT ainda mandando no pedaço. Entretanto, a apuração do Guardian afirma que a Amazon tende a fazer sua oferta por pacotes menores, que serão negociados a partir de setembro – relativos a rodadas de meio de semana ou feriados.  Vale enfatizar, no entanto, que estes direitos são restritos ao Reino Unido – o que afasta a chance de um impacto maior em escala global. De qualquer forma, não deixa de ser o esboço de uma evolução no cenário.

“Não faz sentido para essas empresas fazerem uma oferta local, já que o Reino Unido é insignificante quando pensamos em uma estratégia global. Há algum potencial nos outros mercados, mas ainda existe uma questão de monetizar os assinantes – algo que mesmo a Netflix não conseguiu gerenciar ainda”, declara Kieran Maguire, especialista da Universidade de Liverpool.

Há a possibilidade de que os acordos pela venda da transmissão da Premier League no Reino Unido sejam fechados ainda nesta semana, mas a tendência é que as rodadas de negociações se ampliem um pouco mais. Nos atuais pacotes, são oferecidos 200 partidas por temporada, o grosso da competição. Em 2015, quando o atual ciclo de temporadas foi vendido pela liga, Sky e BT desembolsaram £5,1 bilhões para dividir os jogos entre si, um recorde, representando aumento de 70% em relação ao contrato anterior. Deste montante, a Sky levou 126 partidas por £4,1 bilhões, enquanto a BT levou outras 42 por £960 milhões. Todavia, o boom desta vez não deve ser tão grande, a menos que surja de última hora uma concorrência externa além das duas emissoras.


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