Heung-Min Son fez o jogo de sua vida em Wembley, nesta quarta-feira. O sul-coreano foi a principal arma do Tottenham na atuação imponente contra a Juventus durante o primeiro tempo. Causou pesadelos em Andrea Barzagli, além de ser premiado com o primeiro gol da partida. Chamou a responsabilidade, correu muito, criou oportunidades. Não conseguiu desequilibrar tanto no segundo tempo, e ainda assim causou perigo, especialmente em chute que passou ao lado da meta de Gianluigi Buffon. Ao final, depois de tanto esforço, precisou amargar a eliminação na Liga dos Campeões, com a derrota por 2 a 1. A decepção era evidente.

Son, no entanto, não parecia apenas desapontado por aquilo que fez e não alcançou. Mostrou-se sentido pelo clube que estima ter ficado no meio do caminho, apesar da campanha louvável na Champions – liderando o “grupo da morte” e sendo melhor que a Juventus durante boa parte do tempo. Mas o que faz a diferença está no placar. E, neste ponto, os Spurs não foram melhores. Após o apito final, o sul-coreano não escondeu as lágrimas. Chorou em campo e seguia emocionado durante a entrevista na saída aos vestiários, claramente afetado ao relembrar alguns fatores do adeus. Em tempos de um futebol com cada vez menos sentimento dentro de campo, toca ver a tristeza do camisa 7. Uma dose de paixão, em tempos de glamour e esterilidade, ainda mais entre tantos astros.