Paulo Dybala esteve perto de sair da Juventus na última janela de transferências, com interesse especialmente de Manchester United e Tottenham em seu futebol. Apesar do novo técnico da Juve, Maurizio Sarri, não contar com o argentino inicialmente, o atacante segue aproveitando suas chances agora que ficou. Neste sábado (28), na vitória por 2 a 0 sobre a Spal, teve grande atuação para reforçar que não só precisava ter ficado como também tem que ser titular.

O placar ligeiramente magro não reflete o que foi a partida. Um 4 ou 5 a 0 seria completamente justificável, tantas foram as chances da Juventus. O problema, no entanto, estava entre as traves: Etrit Berisha, goleiro da Spal, teve jornada inspirada.

Sua primeira aparição veio aos sete minutos, com Cuadrado roubando a bola, puxando contra-ataque, e Cristiano Ronaldo finalizando, mas parando no goleiro. Um minuto depois, Khedira, de cabeça, após cruzamento de Cuadrado, viu a bola passar rente à trave. Aos 18, Ramsey deu passe em profundidade para Khedira, que cruzou para a área; Cristiano Ronaldo ganhou a disputa, mas mandou para fora.

A construção ofensiva da Juventus estava lenta, diante de uma Spal fechada, mas aos 33 minutos o time poderia perfeitamente ter inaugurado o placar. Em contra-ataque após cobrança de falta dos visitantes, Dybala apareceu à frente, na entrada da área, driblou bem, puxando a bola para o centro, e finalizou com curva, para ótima defesa de Berisha. Dez minutos depois, o goleiro apareceu de novo com destaque, agora defendendo cabeçada de Ramsey, livre na área, após cruzamento de Cristiano Ronaldo.

Por volta do fim do primeiro tempo, a Juventus intensificou suas ações, e a insistência rendeu frutos, sobretudo nos cruzamentos. Após Berisha afastar uma bola levantada na área, Khedira pegou o rebote e ajeitou para Pjanic, que acertou chute venenoso para marcar um golaço e fazer 1 a 0 antes do intervalo.

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O domínio da Juventus se estendeu ao segundo tempo, agora com mais naturalidade, já que a Spal precisava sair para o jogo. Khedira aparecia bem em suas subidas ao ataque, Cristiano Ronaldo se movimentava frequentemente para criar vias ao gol, e Dybala combinava bem com o português, além de criar ele próprio as suas oportunidades, como aos 21 minutos da etapa complementar, quando, mesmo cercado, se livrou da marcação com dribles curtos e exigiu boa defesa de Berisha.

O goleiro pegou ainda finalização perigosa de Khedira após ótima jogada individual de Cristiano Ronaldo, além de parar o português em algumas oportunidades. No entanto, aos 33 minutos, não teve jeito. Pjanic encontrou Dybala com um passe em profundidade, e o camisa 10 mandou cruzamento preciso para Cristiano Ronaldo, sozinho, cabecear para o gol – não sem antes a bola desviar em Berisha. Mas nada podia ser feito: a cabeçada foi forte, e o arqueiro estava mais próximo da outra trave enquanto a bola cruzava a área. Com o 2 a 0 no placar e sem ser ameaçada, a Juve já sabia ter garantido os três pontos.

Ainda que esteja muito cedo para a Juve de Sarri ter cara de Sarri, as atuações vão melhorando, e os talentos individuais, aparecendo. Pelo segundo jogo seguido, Dybala teve bom desempenho, até melhor que contra o Brescia. Vai cada vez mais justificando sua titularidade. Depois do desempenho deste sábado, em que foi engrenagem imprescindível do ataque bianconero, podemos esperar vê-lo na escalação contra o Bayer Leverkusen, na terça-feira, pela Champions League.