Tratar o futebol como um mero esporte é um erro. Afinal, a influência de tudo o que envolve o jogo atinge diferentes âmbitos da sociedade. E, por mais que alguns insistam em ver apenas o lado econômico, há também uma grande responsabilidade social que clubes e atletas carregam consigo – por mais que nem sempre suas posturas sejam condizentes quanto a isso. A representatividade de um time, por exemplo, engloba a maneira como é concebido por sua torcida. Mas pode ir além das cores. Não é preciso usar a visibilidade que o futebol garante apenas para defender os seus. É possível abraçar outras várias causas importantes e usar a modalidade apenas como meio para a conscientização. E, que fique claro, isso não significa negar as próprias tarefas como instituição esportiva.

De volta à Série A, o Santa Cruz vem agindo de maneira exemplar neste sentido. Nos últimos meses, o clube pernambucano aproveitou sua estrutura para oferecer lazer e cultura às crianças que moram na comunidade carente nos arredores do Arruda. Assim como emprestou seus jogadores para realizar o sonho de um pequeno torcedor que enfrenta uma grave doença. Já neste Natal, os tricolores se ofereceram como porta-vozes para expor uma batalha que não se relaciona diretamente com o futebol.

Através de suas redes sociais, o Santa Cruz lançou um vídeo contando a história de Kauê, garoto de um ano e meio de Recife, portador da Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) – doença que afeta o neurônio motor, fazendo com que a criança perca a força na musculatura, dificultando a fala, a deglutição, a execução de movimentos e a respiração. O clube emprestou os canais para a família do menino explicar as dificuldades que enfrentam e pedir ajuda ao Fast Moviment, grupo que visa acelerar a autorização junto às autoridades pela liberação dos medicamentos para o tratamento da doença. O Brasil não possui medicamentos que combatam a enfermidade.

Kauê sequer teve chances de criar consciência sobre o que é o Santa Cruz. Ainda assim, o clube se prontificou em ajudá-lo, empunhando a sua bandeira e emprestando as imagens de Grafite, Lúcio, Luisinho e João Paulo – jogadores que estavam de férias, mas se prontificaram para gravar o vídeo em meados de dezembro. Gesto de grande significado, mas que nem sempre é possível acompanhar no futebol – e raros são os exemplos entre as equipes brasileiras. Que sirva para ajudar os portadores da doença. E também para que os times do país ajam mais em prol de sua consciência social.

Assista ao vídeo publicado pelo Santa Cruz em seu Facebook:

Tricolor,conheça a história do pequeno Kauê, portador de Amiotrofia Muscular Espinhal (AME), doença rara e pouco conhecida aqui no Brasil. Essa doença acomete o neurônio motor, fazendo com que a criança perca a força na musculatura, dificultando na fala, na deglutição, na execução de movimentos e na respiração.Os pais de Kauê, Kelly Lima e Quari Vital, apoiam o Fast Moviment (Movimento Rápido), movimento que iniciou nos Estados Unidos com o objetivo de acelerar a autorização da liberação dos medicamentos para tratar crianças portadoras dessa doença. “Apoiar esse movimento nos EUA é um modo de incentivar o Governo Federal do Brasil à apoiar essa causa trazendo essa medicação para nosso país”, afirmou Vital.Não existe medicamentos para essa doença em nosso país, por isso, o jovem Kauê e outras crianças portadoras não possuem tratamento que os ajudem a melhorar.O Santa Cruz abraçou essa causa, com isso, estamos compartilhando essa história para auxiliar na busca de apoio e conscientização sobre a AME.Ajude você também! Compartilhe e apoie essa campanha em prol da saúde desses pequenos guerreiros que são o futuro desse país.Conheça um pouco mais da história do pequeno guerreiro Kauê: https://www.facebook.com/amekaue/

Posted by Santa Cruz Futebol Clube on Sexta, 25 de dezembro de 2015