O atacante Didier Drogba negou ter participado de abaixo-assinado contra a realização do Campeonato Europeu sub-21 de 2013 em Israel. A manifestação é organizada por Frédéric Kanouté, atacante do Beijing Guoan, em solidariedade às vítimas do conflito na Faixa de Gaza.

“Eu não assinei a petição e não dei apoio à iniciativa. Nunca tomo partido por um dos lados em nenhum conflito, nem mesmo na Costa do Marfim. Meu objetivo é sempre trabalhar pela reconciliação, mas também tentar lutar contra todas as formas de injustiça e discriminação”, declarou Drogba.

Drogba aparecia na lista inicial de 62 jogadores que apoiavam a causa, publicada no site oficial de Kanouté durante o último final de semana. Além do marfinense, outros dez jogadores tiveram seus nomes retirados do abaixo-assinado, entre eles André Ayew, Jordan Ayew, Yohan Cabaye e Steve Mandanda.

Entretanto, outros jogadores de destaque seguem nomeados no protesto, a maioria deles muçulmanos. Eden Hazard, Demba Ba, Papiss Cissé, Jérémy Ménez, Abou Diaby e Moussa Sow seguem entre os 52 nomes que ainda sustentam a causa.

Através de carta, Kanouté lamenta a morte de quatro adolescentes em bombardeio ao Estádio da Palestina, localizado em Gaza. Em 2009, quando defendia o Sevilla, o atacante já tinha se posicionado em prol da causa, ao mostrar camisa com mensagem política ao comemorar um gol pela Copa do Rei.

“É inaceitável que crianças sejam mortas no conflito, enquanto eles jogam futebol. Se Israel sediar o Europeu sub-21 nessas condições, terá um prêmio por ações que são contrárias aos valores do esporte. Apesar do cessar-fogo, os palestinos continuam a suportar uma existência desesperada sob a ocupação. Todas as pessoas tem o direito a uma vida digna, livre e segura. Nós esperamos que essa petição finalmente consiga isso”, afirma Kanouté.

O Campeonato Europeu sub-21 de 2013 acontece durante o mês de junho. O torneio será organizado em quatro cidades israelenses: Jerusalém, Tel Aviv, Netanya e Petah Tikva. A Inglaterra chegou a ser considerada pela Uefa como sede reserva, em caso de agravamento no conflito com os palestinos.