Douglas Costa volta ao Bayern por empréstimo, para aumentar o poder de fogo e a profundidade do elenco de Hansi Flick

O fechamento da janela na Bundesliga costuma ser silencioso. Poucos clubes alemães deixam contratações para a última hora. No entanto, em uma realidade atípica e também após uma pré-temporada que mal existiu, o Bayern de Munique reforça bem seu elenco nesta segunda-feira decisiva. Os bávaros já tinha trazido uma boa opção ao meio-campo com Marc Roca e também adicionaram Eric Maxim Choupo-Moting para ser reserva no ataque. A grande notícia dos bávaros, entretanto, está no retorno de Douglas Costa. Depois de três anos longe, o ponta volta à Allianz Arena por empréstimo de uma temporada – sem opção de compra.

Douglas Costa vem para o setor onde o Bayern mais perdeu durante os últimos meses. O clube tinha Philippe Coutinho e Ivan Perisic para se revezar nas pontas, mas preferiu não acertar a contratação definitiva de ambos. Leroy Sané chegou e trouxe novas perspectivas ao time titular. Ainda assim, ficava a impressão de ser necessário um nome mais tarimbado para a rotação, por mais que Serge Gnabry esteja em alta e Kingsley Coman tenha se tornado herói na Champions. É esse espaço que Douglas Costa preenche.

Em três temporadas com a Juventus, Douglas Costa atravessou alguns bons momentos, sobretudo ao final da Serie A 2017/18. O grande problema foram as seguidas lesões, que custaram bastante sua sequência nos dois últimos anos. Apesar do talento evidente e das partidas que ajudava a mudar, o brasileiro não era exatamente um nome confiável por sua fragilidade física. A contratação iminente de Federico Chiesa leva a Velha Senhora a abrir mão do ponta por ora.

No Bayern, Douglas Costa chega com moral. Foram duas temporadas na Alemanha, importante ao time e talvez no melhor momento da carreira. As contusões também o atrapalharam na Baviera e o departamento médico do clube nem é o mais indicado a recuperá-lo. Mas, num processo de reeducação de seu corpo, Douglas respirará ares conhecidos para demonstrar o quanto ainda pode fazer a diferença. O fato de estar menos exposto, a princípio como um coadjuvante na equipe de Hansi Flick, pode ajudá-lo.

Douglas Costa não retorna ao Bayern para atuar em todos os jogos e nem carrega mais o fardo de ser um “herdeiro” para Arjen Robben e Franck Ribéry, como aconteceu durante sua passagem anterior. Aos 30 anos, o brasileiro será o mais experiente no conjunto de pontas à disposição de Hansi Flick. Serge Gnabry e Leroy Sané tendem a permanecer como titulares. Em compensação, haverá outro reserva para manter o nível quando alguns dos dois não estiver à disposição ou mesmo para impulsionar o time a partir do banco. Por seu estilo, Douglas é até mesmo uma opção melhor que Perisic ou Coutinho. É mais incisivo e se encaixa melhor ao que os outros pontas do clube já oferecem, com muito poder de fogo.

Obviamente, o sucesso da empreitada passa pelo quanto Douglas Costa conseguirá atuar no Bayern e se não deixará o time na mão em alguns momentos importantes, como ocorreu na Juventus. Mas, independentemente dos naturais receios, é uma resposta importante do Bayern num setor menos recheado do elenco e que permite ao clube também lançar com menos pressa o jovem Jamal Musiala, que saiu do banco nas três primeiras rodadas da Bundesliga. Por aquilo que agrega ao plantel, o brasileiro permite acreditar que os bávaros poderão repetir os sucessos nesta temporada.