Muita gente esperava por um jogo disputado na Volkswagen Arena. Afinal, o Wolfsburg ainda é o atual campeão da Copa da Alemanha e, apesar da sapatada que levou de Lewandowski na Bundesliga, havia vencido o Bayern de Munique na Supercopa. No entanto, os bávaros nem deixaram a partida ter graça. Em 34 minutos, já abriram três gols de vantagem e nem quiseram se desgastar na sequência do jogo. Venceram os Lobos por 3 a 1 e reiteram mais uma vez a questão: alguém vai conseguir fazer frente ao time de Pep Guardiola em algum momento da temporada alemã? A resposta, agora, até parece meio óbvia: não.

O jogo mal tinha começado e Benaglio precisou fazer milagre para evitar o primeiro gol. Mas nada pôde fazer aos 15, quando Douglas Costa chamou a responsabilidade para abrir o placar. O camisa 11 recebeu na intermediária, deixou Luiz Gustavo no chão e soltou a bomba de fora da área, encobrindo o goleiro do Wolfsburg. Atuando mais centralizado, com Coman ocupando seu lugar na ponta esquerda, o brasileiro foi um dos destaques da partida, se apresentando bastante no ataque para arrematar.

Cinco minutos depois, Thomas Müller ampliou a diferença. Após cruzamento de Alaba, só teve o trabalho de empurrar para as redes. E a dobradinha se repetiu aos 34, com o austríaco colocando a bola nos pés do alemão para bater de primeira, livre de marcação. Outro que vive excelente fase, Müller soma sete gols apenas em seus últimos seis jogos, 18 tentos ao todo na temporada. Mais um protagonista do coletivo fortíssimo dos bávaros, que ainda pode se dar ao luxo de contar com muita qualidade individual.

Depois disso, não houve mais jogo. O Wolfsburg até tentou pressionar em busca de uma reação, mas não tinha forças suficientes. Apenas nos minutos finais é que conseguiu descontar, com André Schürrle. Tarde demais para evitar qualquer prejuízo. Líder com sete pontos de vantagem na Bundesliga, mantendo os 100% de aproveitamento, o Bayern também elimina um de seus principais concorrentes na Copa da Alemanha.

A supremacia financeira do Bayern é a primeira base de sua supremacia, o que possibilita contratar quem bem entender de seus concorrentes. Além disso, o time aparece ainda mais afiado neste começo de temporada, mesmo que tenha tropeçado na última semana contra o Arsenal na Liga dos Campeões. Na Europa os bávaros têm concorrência, o que não acontece na Alemanha. Basta ver a maneira como atropelou Wolfsburg e Borussia Dortmund recentemente. A dúvida já não está mais em quem vai conseguir parar o time de Guardiola. E sim na maneira como o próprio futebol alemão irá balancear as suas estruturas, diante de um desequilíbrio que não o beneficia muito. O Bayern, sem ter muita culpa dos problemas gerais, se aproveita para estabelecer a maior hegemonia da história da Bundesliga.