Dortmund pede rigor da Uefa com “gastadores”

Executivo-chefe do Dortmund pede que clubes que possuem “financiamento pela porta dos fundos” sejam vigiados de perto

O executivo chefe do Borussia Dortmund, Hans-Joachim Watzke, foi o último a criticar a participação dos bilionários como donos de clubes de futebol. Justamente um dia depois de enfrentar e empatar por 1 a 1 com o Manchester City, que pertence ao Sheikh Mansour.

“A Uefa tem que encontrar a linha fina entre patrocínio e financiamento fora do orçamento”, disse Watzke. O termo usado pelo dirigente alemão, “backdoor funding”, é normalmente aplicado em órgãos governamentais que recebem dinheiro além do orçamento e fora da aprovação do congresso nacional.

Mansour comprou o City em 2008 e passou a colocar dinheiro no clube para a contratação de jogadores e pagamento de altos salários. O Manchester City venceu a Premier League na temporada passada, mas teve um prejuízo de € 242,6 milhões no ano fiscal 2010/11, o maior prejuízo da história do futebol inglês.

A Uefa diz que os clubes que forem participar da Liga dos Campeões e da Liga Europa devem equilibrar seus gastos relacionados a futebol em um período de três anos, estando passíveis de punição a partir da temporada 2014/15. O secretágrio-geral da Uefa, Gianni Infantino, disse à BCC em março que a entidade iria banir os clubes que quebrarem a regra.

Em julho de 2011, o City anunicou um patrocínio de 10 anos, com valor de € 497,5 milhões com a Etihad Ariways, o que foi criticado como uma tentativa de burlar as regras da Uefa. A Etihad tem participação da família de Mansour.

Watzke defende que a Uefa analise minuciosamente os contratos de patrocínio para garantir que os clubes estão cumprindo as regras. “Nenhum magnata deve ser autorizado a injetar uma quantidade de dinheiro maluca em um clube com patrocínio de cinco empresas que ele controla”, criticou o dirigente do Dortmund. “Se isso acontecer, o fair play financeiro irá falhar”.