Cecílio Domínguez é mais um talento sul-americano pinçado pelos clubes mexicanos. A qualidade do camisa 10 não é segredo para quem acompanha as competições continentais, após se destacar pelo Cerro Porteño na última Copa Sul-Americana. O América, então, buscou o atacante em Assunção por €6 milhões. E ele já vai compensando a confiança em seu futebol. Durante o primeiro semestre, perdeu vários jogos por conta de uma lesão no ombro, mas ainda assim marcou três gols em seis jogos. Recuperado, vai se destacando no Apertura 2017, a ponto de conquistar a torcida por sua ousadia na vitória sobre o rival Pumas UNAM, neste sábado, por 2 a 1.

Domínguez já tinha se sobressaído na rodada anterior, marcando os dois gols no triunfo por 2 a 0 sobre o Pachuca. Já desta vez, guardou o melhor para o final. O América abriu o placar com um lindo tento de Oribe Peralta aos 21, enquanto o Pumas empatou com Nicolás Castillo, 13 minutos depois. No último lance antes do intervalo, o América teve a chance de retomar a vantagem em um pênalti (mandrake) a seu favor. O argentino Silvio Romero quis inventar na cobrança e, com cavadinha, parou na defesa do goleiro Alfredo Saldívar, que se recuperou a tempo.

O empate persistia até os 35 segundo tempo, quando o juiz novamente apontou um pênalti para o América, por um toque de mão. Substituído, Romero não teria a chance de se redimir. Coube então a Cecílio Domínguez cobrar. E qual a probabilidade de arriscar, de novo, uma cavadinha? É exatamente esta pergunta que o narrador faz, ensandecido, ao relatar a peripécia do camisa 10 ante Saldívar. Decretou a vitória por 2 a 1 sobre o Pumas e certamente subiu no conceito de seus torcedores.