Já não restam mais dúvidas de que Diego Alves é um dos melhores, se não o melhor, goleiros brasileiros em atividade. Ante ao Atlético de Madrid, no Mestalla, o camisa 1 do Valencia voltou a fazer o que ele faz com uma grandiosidade inigualável: fechar o gol em cobranças de pênalti. Mesmo com a derrota por 2 a 0, ele foi o destaque do time. Pela segunda rodada seguida, e para tornar ainda mais amplo o recorde que superou na partida contra o Leganés, o arqueiro salvou Los Che (desta vez, de uma frustração maior) e segue provocando o seguinte questionamento: por que ele não está na seleção brasileira?

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Duas defesas de penalidades máximas em um único confronto. O Valencia, que só venceu dois jogos nesta temporada de La Liga, passa por um momento delicado tecnicamente. Neste domingo, as falhas da defesa foram tamanhas que os colchoneros tiveram duas oportunidades de mandar a bola para o fundo do gol depois de sofrerem faltas dentro da área. Porém, para a angústia dos cobradores, lá estava Diego Alves. Com suas quase 40 defesas nesse tipo de lance estampadas em sua feição. Agora, os jogadores a serem barrados pelo goleiro foram Antoine Griezmann e Gabi. Mas, outrora, já foram Diego Forlán, Cristiano Ronaldo, Diego Costa, Lionel Messi.

No próprio gol que abriu o placar para o Atleti, o camisa 1 foi muito bem. Pela esquerda, Yannick Carrasco tocou para Fernando Torres, que recebeu na pequena área e chutou cruzado, para a defesa de Diego Alves. O problema foi que os zagueiros do Valencia estavam mal posicionados e acabaram deixando a bola sobrar para Kevin Gameiro, que só deu um toquinho para Griezmann dominar e fazer. No segundo tento, a mesma coisa. Em função da trapalhada na defesa, o arqueiro ficou totalmente vendido, sem chance alguma de proteger a meta. O que, portanto, não interfere na partidaça que o brasileiro fez. E isso além dos dois pênaltis salvos.

O que mais Diego Alves precisa fazer para patentear sua vaga na Seleção, ninguém sabe. Sob o comando de Pako Ayestaran, o goleiro chegou a perder a titularidade (e até ser encostado) em um elenco que não é ruim, mas que sofreu na temporada passada e vem cambaleando no início desta. Algo plenamente injusto e sem justificativas cabíveis, considerando seu histórico e que ele sequer esteve lesionado enquanto o treinador esteve no clube. Agora, com a chegada de Cesare Prandelli, a expectativa é de que o novo técnico não só jogue uma corda para o Valencia, que está perto do fundo do poço, como também se esforce para puxar Los Che de lá.

Mas quem mais precisa olhar para Diego Alves é Tite. Aliás, já deveria ter o feito, uma vez que antes de assumir a seleção brasileira, o camisa 1 já tinha pego quase 49% dos chutes de penal lançados contra ele desde que chegou à Espanha e vinha sendo uma luz em meio ao caos no Valencia. Claro que um goleiro não deve ser só um exímio catador de pênaltis, mas o brasileiro é bem mais do que isso. É, talvez, o arqueiro mais completo de La Liga, um campeonato repleto de bons nomes à frente das metas. Isso precisa ser usufruído. Não há dúvidas que Diego Alves precisa ser aproveitado. E merece.

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