Assim como no futebol, a história dos games possui vários “e se…”. Um caso clássico é o da Sony, que teve o seu projeto com a Nintendo para criar um console que rodasse CD’s passado para frente – de onde nasceu o Playstation. E algo interessante também aconteceu no mundo dos simuladores de futebol. Em 1991, a Eletronic Arts se aproximou dos criadores do Football Manager. Parceria que nunca vingou.

A carta abaixo, presente no Museu Nacional do Futebol, na Inglaterra, foi resgatada pelo site Who Ate All The Pies. Nela, o assistente de produção da EA Sports pede desculpas aos irmãos Paul e Oliver Collyer, desenvolvedores do FM (então chamado de ‘European Champions’), mas afirma que não há espaço na empresa para o protótipo do simulador. Segundo ele, a Eletronic Arts achava que um game baseado em estatísticas e sem ação não teria apelo junto ao público. Apesar disso, deseja boa sorte na sequência do projeto, na tentativa de vender a outras empresas já iniciadas em simuladores de futebol. E ainda deixa um “PS”, afirmando que os discos estavam infectados com vírus.

No ano seguinte, os Collyer conseguiram emplacar a ideia junto à Eidos, vendendo seis milhões de cópias na primeira edição. E o Championship Manager se transformou em um sucesso de público rapidamente, fenômeno mundial entre os anos 1990 e 2000, até ser rebatizado em 2004 como Football Manager. Enquanto isso, a EA Sports até tentou voltar atrás e lançar o seu simulador tempos depois, sem muito sucesso. A história dá voltas.

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