O Santos é um time conhecido pela artilharia pesada no ataque. É um dos times com mais gols no mundo, com mais de 12.500 gols na sua história. O documentário “Santos de todos os gols” tem justamente a bola na rede como protagonista, recheada de depoimentos importantes de grandes nomes da história do clube, como Pelé, Coutinho e Robinho, por exemplo. Há também depoimentos de torcedores conhecidos, como o músico Zeca Baleiro e a jornalista Mônica Waldvogel.

“O som e, portanto, a música, são elementos de extrema força sensorial e emocional dentro da narrativa de um filme, é por isso que chamamos o cinema de audiovisual, o áudio é algo fundamental, ainda mais neste tipo de filme que se propõe a mergulhar no êxtase do gol”, disse a diretora Lina Chamie, em janeiro, sobre o filme. “E quando comecei a fazer o filme percebi que era uma oportunidade rara de falar sobre a emoção do gol, a catarse do gol, a explosão do gol, que é o que define a paixão pelo futebol e ao mesmo tempo conversa com todos os torcedores de todos os times”.

Um dos méritos do trabalho é ter conseguido depoimentos de gente muito importante da história do Santos, como Coutinho, que morreu no dia 11 de março.  A coleção de depoimentos é muito rica, com grandes nomes do clube e que são também nomes importantes do futebol brasileiro e da Seleção.

“Eu rezava para que Deus cuidasse de todos nós, que ninguém se machucasse, mas que não deixasse o jogo terminar 0x0, se tiver que empatar, que fosse 4×4, 5×5, então vamos dar alegria para o povo, para quem veio de longe e pagou pra ver a gente” – Pelé, ex- jogador

“Gol é sempre gol, é aquela alegria e às vezes eu fazia gol que a bola não entrava quase, não batia na rede” – Coutinho, ex-jogador

“Você assistindo [a jogada] cria uma expectativa, que pode culminar em um gol ou não. Então, para um torcedor, como hoje eu sou, eu vejo que você cria algo sensacional” – Giovanni, ex-jogador

“É muito difícil fazer gol, não é fácil. Requer muita frieza na frente do goleiro, posicionamento, bater bem na bola, uma série de coisas, tem que treinar muito” – Robinho, jogador

“Quando você tá jogando na Vila Belmiro ou no Pacaembu e o gol é a favor, é maravilhoso, mas quando você tá jogando no interior, você consegue escutar o torcedor adversário xingando” – Pepe, ex-jogador

“Os gols que eu fiz, que eu lembro, eram todos de meia distância porque eu chegava chutando. O atacante tem a facilidade de fazer o gol e às vezes não tem tanto barulho como os meus tinham. O som que eu lembro era a batida na bola com força” – Carlos Alberto Torres – in memoriam – ex-jogador

“Quando eu fiz aquele gol (contra o Corinthians na final do Campeonato Brasileiro de 2002), veio a lembrança de quando era pequeno e do tanto que eu queria ser profissional e campeão, ainda mais defendendo as cores do clube que eu torcia desde pequeno” – Renato, ex-jogador

“Quando eu estou indo para o jogo, vou pensando no gol, no que vou fazer, como vou comemorar. O futebol é voltado para o gol, porque sem o gol é difícil existir futebol” – Vitor Bueno, jogador

“Parece fácil para quem tá de fora, errar um gol cara a cara, porque o gol é enorme, mas ali na hora que sai cara a cara, a frieza de tirar do goleiro, de bater no canto certo, eu acho que é instinto e frieza” – Diego, jogador

“Um gol que me emocionou de forma particular foi meu primeiro gol, porque meu avô estava na Vila Belmiro e eu nunca tinha feito um gol como profissional. Foi ele que me apoiou desde pequeno e sempre foi ver meus jogos, mas nunca tinha me visto fazer gol. Naquele dia eu pude fazer o gol (contra a Ferroviária no Campeonato Paulista de 2016) com a presença dele, tenho certeza que ele se emocionou na hora” – Zeca, jogador

“Eu sempre sonhei de ouvir meu nome sendo gritado no campo de futebol, e quando isso aconteceu, eu não acreditava. Todas as vezes que o torcedor grita o meu nome, sinto esse incentivo que vem da arquibancada e isso, para mim, é o meu combustível, para eu me doar ao máximo, me dedicar e esperar com eles o momento de pôr a bola pra dentro do gol e falar assim “está aí a recompensa” – Ricardo Oliveira, jogador

Com estreia marcada para 18 de abril em 20 salas de 19 cidades do país, o filme é parte do Projeta às 7, parceria da distribuidora com a Cinemark, que abre uma nova janela para o cinema nacional.

SINOPSE
O gol é o momento mágico do futebol. Mas o que é o gol? É o instante em que uma bola atravessa uma linha? A catarse do torcedor, do jogador, o coração do jogo, êxtase, vitória, redenção, derrota, tragédia, orgasmo, alívio, vingança? Tudo isso e mais um pouco! O documentário explora a sensação do gol através do time que mais marcou gols na história do futebol mundial.

FICHA TÉCNICA
Roteiro e Direção: Lina Chamie
Produção: Ricardo Aidar
Produção Executiva: Jefferson Pedace, Liz Reis, Renata Rudge e Sylvio Rocha
Montagem: Ricardo Farias
Fotografia: Fernanda Tanaka, Paulo Pla e Pedro Eliezer
Técnicos de Som Direto: Pixuto e Ricardo Fabiano Nascimento
Edição de Som e Mixagem: Pedro Noizyman
Coordenação de Produção: Marcela Coelho
Realização: Canal Azul e ANCINE
Patrocinadores: BRDE – FSA, BNDES, Carrefour e Besni