As manifestações contra o racismo iniciadas nos Estados Unidos, após o assassinato de George Floyd por um policial, se refletem de diversas formas ao redor do mundo. O futebol também ajuda a dar visibilidade à discussão e à luta, como bastante notado na rodada do final de semana, sobretudo na Bundesliga. E, após manifestações entre jogadores brasileiros, os clubes do país se posicionaram de maneira ampla durante as últimas horas, contrapondo-se ao racismo e à violência. Amplificam o pedido por igualdade e justiça, urgente há tempos.

Obviamente, o posicionamento nas redes sociais é apenas um passo de um movimento que precisa ser bem maior. Os clubes precisam agir de maneira mais contundente contra as manifestações racistas nas arquibancadas e em prol da igualdade em suas próprias estruturas. Além do mais, a comoção precisa ser mais profunda que o reflexo ao que ocorre nos Estados Unidos, quando o racismo e outros tantos casos de violência racial similares ao ocorrido com George Floyd ganham as manchetes todos os dias no Brasil. De qualquer maneira, isso não anula a importância do debate e da manifestação dos clubes.

Diversos times publicaram mensagens próprias, rechaçando o racismo e reafirmando a luta pela igualdade. O mote “Vidas Negras Importam” foi repetido por vários clubes. Além disso, surgiu uma corrente para que diferentes agremiações relembrassem seus ídolos negros e a relação intrínseca com uma população historicamente excluída, mas que encontrou tantas vezes no futebol um meio de expressão.

O futebol lida correntemente com o racismo, e nem sempre de uma maneira ideal. O momento é importante não apenas para que se ressalte a igualdade, dentro de uma luta que não pode ter trégua e precisa se intensificar. A conscientização é um passo. Mas ações contundentes que tratem o racismo realmente como crime e que promovam políticas raciais inclusivas seguem bastante necessárias. Os clubes também precisam influenciar o positivamente neste sentido.