Um dos símbolos da era José Mourinho no Chelsea é, sem dúvida, John Terry. O zagueiro de 37 anos deixou o Chelsea depois de 19 anos atuando pelo clube, de 1998 a 2017. Nesta temporada, defende o Aston Villa e contou, em entrevista à Sky Sports, como o treinamento de Antonio Conte é ainda mais duro. Contou também sobre como Mourinho era participativo na vida do clube e conquistou os jogadores desde o início.

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Mourinho chegou pela primeira vez ao Chelsea em 2004, logo depois de conquistar a Champions League pelo Porto. Com sua personalidade forte e métodos de treinamento onde ele participava intensamente, o Chelsea conquistou duas vezes a Premier League, em 2004/05 e 2005/06. Nesse período, Terry se tornou um dos maiores zagueiros do mundo. Ele era parte do que passou a se chamar de senadores, com os jogadores mais importantes, como Frank Lampard e Didier Drogba, todos protegidos de Mourinho.

Segundo o zagueiro, a vida ficou mais difícil depois da saída de José Mourinho e a chegada do italiano Antonio Conte. Os treinos, segundo ele, ficaram mais intensos. “Sim [os treinos eram mais duros]. Mais duro que a maioria, fisicamente muito duro, mais exigente, um pouco mais corrido, o que é normal para técnicos italianos”, explicou Terry.

“Taticamente um pouco mais, mas eu acho que você pode ver, quando você é um jogador, trabalhar 45 minutos a uma hora todos os dias nas suas táticas e você vê o benefício no fim de semana, você não se importa em fazer”, contou ainda o jogador, atualmente no Aston Villa. “Ele consegue um equilíbrio muito bom e ele torna isso agradável a cada semana”, continuou o zagueiro.

Mourinho e Terry criaram uma relação intensa depois da primeira passagem do português por Stamford Bridge, que levou o Chelsea ao bicampeonato inglês. “Ele era o melhor técnico, o melhor treinador mesmo. Ele fazia tudo”, contou.

“Ele foi o primeiro a vir e revolucionar o Chelsea. Ele era o primeiro a chegar, 8h, era também quem tirava os cones, e você saindo de campo e ele ainda estava lá, embaixo de chuva, organizando a sessão de treino”, disse ainda Terry.

“Mentalmente e psicologicamente, ele nos tinha desde o primeiro dia. Nós compramos o que quer que ele fosse entregar aquele dia e ele era o mesmo quando voltou. Ter a presença dele lá era suficiente”, contou.

“Ele tinha os seus olhos em todo mundo e quando ele fala, ninguém bagunça ou brinca com a bola. Você o escuta, ele era o chefe”, detalhou o zagueiro. “Eu daria tudo por ele. Eu deixaria o campo em um caixão por ele e todos os jogadores sentiam o mesmo”.

Conte teve sucesso em sua primeira temporada no Chelsea, conquistando o título da Premier League, mas as críticas aumentaram com as atuações nesta temporada. Já se especula que o treinador pense em voltar para a Serie A. Terry acredita, porém, que o italiano ficará a longo prazo no clube.

“Eu acho que eles o veem como um técnico a longo prazo. Tendo trabalhado com ele, o modo como ele lidou comigo e outros jogadores foi de primeira classe. Eu acho que eles ficam com ele para o longo prazo. Nós estamos tendo discussões apenas porque o Manchester City aumentou a barra de exigência”.