Se a carreira de El-Hadji Diouf nunca decolou em seus clubes, o gênio difícil do senegalês ajuda a explicar. Ele até viveu bons momentos, sobretudo no Lens e no Bolton, mas se eternizou como um andarilho que nunca repetiu as grandes atuações da Copa do Mundo de 2002. O Liverpool, em especial, se coloca como o grande fracasso da carreira do atacante. Geralmente Diouf é lembrado com pouco carinho pelas referências dos Reds. E mostrou que os respeita menos ainda. Em entrevista à revista francesa So Foot, o veterano comentou as declarações de Steven Gerrard em sua autobiografia, criticando a capacidade do ex-companheiro.

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“O que você acha que Gerrard quer dizer que Diouf não é um bom jogador? Eu carreguei minha seleção nas costas por muitos anos, 14 milhões de torcedores nos meus ombros. Quando nós ganhamos, foi graças a mim. Quando perdemos, foi minha culpa. O que eu representei por Senegal, ele nunca conseguiu em 100 partidas pela Inglaterra. Ele nunca fez nada na Copa do Mundo ou na Eurocopa. Quando cheguei ao Liverpool, vendo que eu só fazia o que queria, ele pensou que eu não respeitei o clube. Mas ele matou o time escorregando contra o Chelsea. Se o Liverpool nunca ganhou a Premier League, não foi acidente. O que vai, um dia volta”, afirmou o senegalês, em uma crise de humildade, se esquecendo dos outros companheiros que também jogaram muito na Copa de 2002.

Outro alvo de Diouf foi Jamie Carragher, que também dedicou menções negativas ao senegalês em sua autobiografia: “A diferença entre Jamie e eu é que sou um jogador de classe mundial e ele é um merda. O tipo de merda que lança um livro e menciona o meu nome o tempo todo. Eu, quando lançar a minha biografia, não lhe darei direito a uma frase sequer: é um perdedor fodido”.

Aos 35 anos, Diouf está sem clube desde 2015, quando acumulou problemas em um clube da Malásia, e ensaia a carreira política. Não é escancarando as próprias “verdades” que vai fazer muitos amigos no novo ofício.