Pouca coisa mudou após o primeiro jogo da repescagem para a Copa do Mundo de 2018 entre Irlanda e Dinamarca. A solidez defensiva dos comandados de Martin O’Neill garantiu que o placar fosse inalterado Copenhague: 0 a 0. Tudo será decidido em Dublin, com os donos da casa precisando apenas vencer na frente da sua torcida para retornar ao Mundial, 16 anos depois da última participação.

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No entanto, não será nada fácil. Se a Irlanda tem uma capacidade enorme de se defender, movimentando-se como uma unidade e fechando todos os espaços do gramado, o ataque deixa a desejar. A única chance de gol contra a Dinamarca foi uma jogada individual do lateral Cyrus Christie, que tentou encobrir Kasper Schmeichel, mas foi frustrado pelo goleiro do Leicester.

A Dinamarca teve em torno de 70% de posse de bola e ocupou o campo de ataque quase o jogo inteiro. No primeiro tempo, conseguiu criar boas oportunidades, mas o goleiro Randolph estava esperto para defender. Na melhora intervenção, bloqueou dois chutes consecutivos dos dinamarqueses, em tentativas de Larsen e de Cornelius.

Eriksen, principal fonte de criatividade da Dinamarca, foi muito bem marcado e se saiu com apenas um passe para finalização e três arremates a gol. O mais perigoso foi o que deu rebote para Sisto bater para fora. O ímpeto dos donos da casa diminuiu no segundo tempo e a partida ficou mais equilibrada. Até os acréscimos, quando os dinamarqueses voltaram a pressionar.

A dinâmica do jogo de volta não deve ser diferente. Martin O’Neill falou diversas vezes que a principal qualidade da Irlanda é atuar sem a bola e deve manter a cautela mesmo diante dos seus torcedores.