A eleição acabou, Dilma Rousseff foi reeleita presidente da República. É momento para os dois lados avaliarem o que aconteceu, o que os números indicam sobre os caminhos que a sociedade brasileira está tomando. E também é momento para se começar a pensar no que deve ser feito nos próximos quatro anos. No caso da Trivela, o que deve ser feito no futebol brasileiro.

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Claro, o futebol é uma “indústria” privada, e deve ter autonomia para funcionar dentro dos mecanismos básicos existentes. Mas não há como ignorar a forma como essa indústria tem um poder na sociedade muito maior que a qualidade de seu gerenciamento. E isso tem muito a ver com os termos que regularão e fiscalizarão esse setor da economia.

Por isso, a Trivela dedicará essa semana a propor cinco pontos que o governo reeleito deveria agir para melhorar o futebol brasileiro. A questão aqui não é discutir se Dilma Rousseff vai ou não fazer qualquer uma dessas coisas. São apenas as nossas sugestões. Leiam e comentem conosco.

Segunda: Relação com a CBF

A atuação da CBF é objeto de reflexões e contestações desde sempre. E isso não é algo pequeno, considerando o poder que a entidade exerce dentro da sociedade (afinal, gerenciar o único grande esporte brasileiro é bastante coisa). Claro que há limitações sobre o quanto o Estado deve intervir em uma federação esportiva, mas será que não daria para ser melhor?

Terça: Violência de torcidas

No dia a dia de jogos, planos de segurança e policiamento, segurança nos estádios é uma questão estadual. Mas também é um problema federal, considerando que falta uma política nacional para combate à ação de torcedores violentos.

Quarta: Categorias de base

Todos os candidatos à presidência falavam que “esporte é uma questão de inclusão social”, ou algo parecido. Pois bem, o momento em que isso mais se manifesta no futebol é nas categorias de base, que poderiam ser estruturadas de forma a promover  inclusão social e dar suporte a milhares de crianças e adolescentes.

Quinta: Promover a profissionalização dos clubes

O futebol age como um setor subsidiado da economia. Os clubes têm milhões em dívidas com o governo e nada é feito para que melhorem suas práticas para se tornarem autossustentáveis e, em um segundo momento, lucrativos, movimentando a economia.

Sexta: Responsabilização de dirigentes pelos seus atos

Quase uma continuação do capítulo de quinta. Afinal, há um projeto de lei que pode ligar os dirigentes pelas suas ações, inclusive os responsabilizando por dívidas que venham a criar. E aí, como isso deveria ser feito?