Protagonistas de uma das maiores rivalidades da França, Saint-Étienne e Lyon fariam o clássico deste domingo com uma pressão maior do que a habitual pela vitória. As duas equipes, afinal, atravessam crises logo no início da campanha na Ligue 1. Os Verdes chegaram a passar pela zona de rebaixamento e resolveram trocar de técnico após a derrota na Liga Europa durante a última quinta. Claude Puel assumiu com a necessidade de vencer. Enquanto isso, os Gones logo perderam o embalo das primeiras rodadas e vinham de seis rodadas em jejum, por mais que o triunfo na Champions tenha aliviado a barra para Sylvinho. No fim das contas, a chance de jogar em casa fez a diferença ao Saint-Étienne, que venceu por 1 a 0 no Geoffroy Guichard e sai revigorado ao novo ciclo. A cobrança aumenta sobre o comando brasileiro do OL.

Antes que a bola rolasse, a torcida do Saint-Étienne deu show nas arquibancadas. Os Verdes realizaram um criativo mosaico em que faziam referência ao filme Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick. A cena em que Alex DeLarge sofre lavagem cerebral foi reproduzida com um bandeirão em meio aos papéis verdes. “Tantas razões para odiar o inimigo hereditário”, dizia a faixa logo abaixo.

Dentro de campo, num clássico de pouquíssimas finalizações, o Saint-Étienne se deu melhor apenas no final. Os Verdes foram superiores na fraca primeira etapa e exigiram uma grande defesa de Anthony Lopes, assim como voltaram a fazer o goleiro trabalhar no início da segunda etapa. O Lyon cresceu depois disso, quando passou a se impor no meio-campo, mas não aproveitou suas oportunidades e ainda teve um gol anulado por impedimento. Aos 35, a situação dos visitantes se complicou quando Léo Dubois sentiu lesão e deixou a equipe com um a menos. Foi então que o Saint-Étienne aproveitou a vantagem numérica. Aos 45, em cruzamento de Ryad Boudebouz, Robert Beric concluiu de cabeça e definiu a vitória.

Depois da partida, Sylvinho demonstrou ter consciência sobre sua difícil situação no Lyon: “Tenho um sentimento bastante semelhante ao que vivi depois das partidas contra Amiens, Brest ou PSG. Não podemos tomar um gol como este nos últimos minutos. Aqui é ainda pior, porque foi no clássico. É a quarta vez que nós tropeçamos nos últimos minutos. Estou muito preocupado. Perdemos todos os jogos da mesma maneira”.

Claude Puel, por outro lado, sustenta uma marca respeitável. Quando era técnico do Lyon, nunca perdeu o clássico no Geoffroy Guichard. Mantém a escrita à frente do Saint-Étienne, que alcança o 13° lugar. Soma 11 pontos, com duas vitórias consecutivas. Já o Lyon começa a sentir a ameaça da zona de rebaixamento. Com nove pontos, ocupa o 14° lugar e só esta acima da zona dos playoffs por conta do saldo de gols. Após nove rodadas, este é o pior início dos Gones na Ligue 1 desde 1995/96. Sylvinho e Juninho sabem que precisam de uma resposta rápida.

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