O ex-atacante e hoje treinador Paolo di Canio, famoso por passagens pela Lazio e pelo West Ham, voltou aos noticiários nesta sexta-feira. O treinador invadiu o seu antigo escritório no Swindon Town durante a madrugada de quarta-feira, levou algumas lembranças de quando treinou a equipe e rasgou várias fotos presentes na sala.

De acordo com o jornal inglês The Guardian, ele teria sido auxiliado por mais três ex-membros da comissão técnica, que foram flagrados pelas câmeras de segurança do clube. Os dirigentes se recusaram a comentar sobre o assunto, mas já realizaram a troca das fechaduras e do código do alarme para evitar que o incidente se repita. Mesmo assim, o Swindon não quis prestar queixa na polícia local, deixando tudo por isso mesmo.

Di Canio ficou 21 meses no cargo, até se demitir na última segunda-feira. Fundamental para o acesso da League Two para a League One na última temporada, Paolo alegou na terça-feira que viu muitas promessas não cumpridas pela diretoria e que estava irredutível na sua decisão de deixar o time, após a venda de Matt Ritchie para o Bournemouth, negociação que ele tentou impedir. “Se não fosse pelos jogadores, já teria saído deste clube há muito tempo”, comentou. De acordo com o Swindon, a venda só foi concretizada em função de graves problemas financeiros.

Outro episódio polêmico envolvendo Di Canio foi o cancelamento de um patrocínio que o Swindon mantinha. A GMB Union, um holding empresarial, resolveu rescindir o contrato com o time após o anúncio do italiano como técnico. Em nota oficial, a empresa afirmava que tinha uma política antifascista e que não poderia ter sua imagem vinculada a uma pessoa declaradamente fascista como Paolo.

 


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