Dez grandes viradas da história do mata-mata do Brasileirão

Os campeonatos em mata-mata eram modorrentos, com várias fases inúteis e jogos que serviam para pouca coisa. Mas por que a memória afetiva de tanta gente ainda é tão positiva? Bem, é porque as fases eliminatórias compensavam com vários confrontos que até hoje são lembrados pelos torcedores.

TEMA DA SEMANA: Saudades do mata-mata? Separamos os confrontos mais marcantes do Brasileirão

Nesta segunda, vamos relembrar as grandes viradas dos mata-mata. Não são apenas viradas dentro de um jogo, mas também as que ocorrem dentro daquela fase. Na lógica de confrontos eliminatórias, conseguir o gol salvador é uma virada no duelo.

E houve vários desses grandes momentos. separamos dez, e certamente você se lembrará de outros dez ou quinze que ficaram de fora.

Obs.: como critério, decidimos decidimos não repetir nenhum confronto em mais de um dia deste tema da semana (ou seja, nem adianta mencionar o Gre-Nal do século, pois ele vai para a lista de clássicos). Também evitamos muitas repetições de times e decidimos colocar duelos em diversos momentos da história do torneio.

Santa Cruz 2×3 Cruzeiro – 1975

O Santa Cruz era a grande surpresa do Brasileirão de 1975. Após uma primeira fase mediana, o time deslanchou. Ficou sempre entre os melhores nas fases seguintes e, na semifinal em jogo único, tinha a vantagem do mando de campo contra o Cruzeiro de Raul, Palhinha, Piazza, Zé Carlos e Nelinho. Os pernambucanos saíram na frente, mas os mineiros viraram, sofreram o empate e, com um gol de Palhinha aos 45 minutos do segundo tempo, ficaram com a vitória e a vaga na final.

Internacional 2×1 Atlético Mineiro – 1976

Um dos maiores jogos da história do Brasileirão. Dois timaços, um era o campeão brasileiro, o outro seria o único vice-campeão invicto no ano seguinte. Naquela semifinal de jogo único, o Atlético de Reinaldo e Toninho Cerezo saiu na frente. O Colorado só empatou aos 28 minutos do segundo tempo, com um belíssimo chute de fora da área de Batista. O duelo ia para a prorrogação, até que Escurinho e Falcão fizessem uma espetacular tabela de cabeça para o volante fazer, de sem-pulo, o gol da virada no último minuto do tempo normal.

São Paulo 3×2 Botafogo – 1981

O Botafogo estava com um pé na final. Vencera o jogo de ida, no Maracanã, por 1 a 0, e fazia 2 a 0 no Morumbi. Mas o São Paulo acordou e conseguiu a virada, com destaque para o golaço de Éverton que empatou o jogo.

Corinthians 4×1 Flamengo – 1984

O Flamengo já não tinha Zico, mas vinha com uma campanha consistente para a equipe que havia conquistado três dos quatro Brasileirões anteriores. Nas quartas de final, fez 2 a 0 no Corinthians no Maracanã. Mas tomou uma incrível virada, sofrendo 4 a 0 no Morumbi. No final, um gol estranho reduziu a vantagem alvinegra, mas não impediu que o placar eletrônico do estádio tirasse sarro do time carioca indicando o horário dos próximos voos para o Rio de Janeiro.

Vasco 2×3 Fluminense – 1988

O Vasco tinha Roberto Dinamite, Mazinho, Geovani, Bismarck e Acácio. Era um ótimo time, que vinha de uma série de 16 jogos sem derrotas quando enfrentou o Fluminense de Edinho, Romerito e Washington nas quartas de final da Copa União de 1988. No jogo de ida, Zé do Carmo fez um gol contra e deu a vitória ao Tricolor. Na volta, o Vasco precisava vencer no tempo normal e empatar na prorrogação. O Fluminense, time de pior campanha entre os oito classificados, abriu o marcador em um contra-ataque e ficou todo atrás. O Vasco, na raça, conseguiu a virada, mesmo com um jogador a menos em boa parte do segundo tempo. Mas faltou perna na prorrogação, e o Flu conseguiu mais dois gols e virou novamente o placar, assegurando a vaga na semifinal contra o Bahia.

Santos 5×2 Fluminense – 1995

O Fluminense havia vencido o jogo de ida das semifinais do Brasileirão de 1995 por 4 a 1. O jogo estava 2 a 1 até os minutos finais, quando dois gols tricolores praticamente colocaram o time das Laranjeiras na final. O Santos precisava vencer por três gols de diferença, e Giovanni providenciou isso. O meia fez dois gols e deu três assistências em uma das maiores atuações individuais da história do torneio. O segundo tempo foi cardíaco, com gols do Santos e do Fluminense mudando o cenário, e deixando a expectativa até o final.

Grêmio 2×0 Portuguesa – 1996

Não foi um duelo de grande qualidade técnica, mas sobrou emoção. A Portuguesa havia vencido por 2 a 0 o jogo de ida da final, no Morumbi, e o Grêmio precisava devolver o resultado para levar o título. Abriu o marcador aos 3 minutos, mas o nervosismo tomou conta dos dois lados. As duas equipes desperdiçavam chances relativamente fáceis e o duelo se encaminhava para o título rubro-verde, até que Aílton pegou uma bola que pipocou na área da Lusa e fez o gol do título aos 39 minutos do segundo tempo.

Palmeiras 2×3 Cruzeiro – 1998

Naquele Brasileirão com mata-mata de três jogos, Palmeiras e Cruzeiro haviam vencido por 2 a 1 os jogos que fizeram como mandante. O jogo decisivo daquela quarta de final foi no Parque Antarctica e o Cruzeiro precisava vencer. Fez 2 a 0, mas tomou o empate e ainda ficou com um jogador a menos. Até que, aos 44 minutos do segundo tempo, Fábio Junior virou o destino e colocou o time mineiro na semifinal.

Vitória 5×4 Vasco – 1999

O jogo mais maluco dessa lista. O Vasco fez 2 a 0, tomou a virada e empatou, tudo isso antes do intervalo. No segundo tempo, o Vitória fez 4 a 3, os vascaínos reagiram, mas os baianos conseguiram o quinto gol. O resultado foi importante, pois, com dois empates em São Januário, o Leão conquistou um lugar nas semifinais.

Atlético Paranaense 4×2 São Caetano – 2001

Um grande jogo que nem sempre é lembrado entre as decisões mais emocionantes. O Atlético Paranaense abriu o marcador, o São Caetano virou e o Atlético revirou. No meio de tudo isso, uma tripleta de Alex Mineiro e um monte de gols perdidos dos dois lados. Com o 4 a 2, o título inédito ficou perto da Baixada, o que foi confirmado na semana seguinte, com uma vitória por 1 a 0 no Anacleto Campanella.


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