Carlos Tevez estava com saudades. O seu último gol pela Copa Libertadores acontecera 10 anos antes. E em uma ocasião marcante, derrotado pelo River Plate por 3 a 2 no Monumental de Núñez, eliminado com o Corinthians nas oitavas de final. Pelo Boca Juniors, então, já se faziam 12 anos, desde o inesquecível gol “galináceo” diante dos mesmos rivais na histórica semifinal de 2004. Depois disso, o camisa 10 rumou à Europa e se acostumou a disputar a Liga dos Campeões, até que voltasse ao velho palco em 2016. Depois de quatro rodadas, enfim, balançou as redes no torneio sul-americano. Caprichou: sua pintura construiu a vitória por 3 a 1 sobre o Bolívar, a primeira dos xeneizes no torneio, importantíssima para a busca da classificação.

O Boca abriu o placar na Bombonera pouco antes, aos 33 minutos, com Fernando Gago. Já aos 43, Tevez recebeu no campo de defesa, para puxar contra-ataque. Acelerou. Por mais que a defesa boliviana tenha sido excessivamente passiva, o camisa 10 deitou em seu marcador. E, quando chegou de frente para o goleiro, deu um leve toque rente à trave, com categoria. Na segunda etapa, Carrizo fez o terceiro, enquanto Juanmi Callejón diminui a diferença cobrando pênalti.

Com seis pontos na tabela, o Boca Juniors assume a segunda colocação do Grupo 3, superando justamente o Bolívar, com quatro. Enquanto isso, a liderança é do Racing, que bateu o Deportivo Cali por 4 a 2 e chegou aos oito pontos. Aos trancos e barrancos, os xeneizes vislumbram a classificação. E, como diria Riquelme, os mata-matas da Libertadores são outra história, quando a má fase anterior não importa muito. É bom Tevez começar a esquentar os motores se quiser reerguer a taça após 13 anos.