Eram 11 minutos do segundo tempo. O Rennes perdia do Caen, por 1 a 0, e tinha um escanteio a seu favor. Wahbi Khazri cobrou direto para o gol defendido por Rémy Vercoutre, que socou a bola para longe. O lance seguiu, com outro escanteio, e o Rennes tentava outra investida quando o árbitro Amaury Delerue parou a partida e apontou para o seu relógio: a tecnologia da linha do gol flagrara que a bola havia cruzado a meta do Caen.

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O problema é que você nem precisa do replay para perceber que a bola não cruzou a meta do Caen e, se olhar a repetição, verá que é absurdo alguém considerar que ela cruzou. Evidentemente, os jogadores do Caen ficaram possessos e foram reclamar com Delerue, que correu para os seus delegados e, eventualmente, anulou o gol e retomou a partida da onde ela havia sido interrompida.

Os jogadores do Caen apontaram a própria camisa na tentativa de convencer o árbitro de que a tecnologia estava errada porque, aparentemente, o sistema francês, baseado em câmeras, e não em chip, se confunde facilmente com as cores. A mesma coisa já havia acontecido no empate entre Bordeaux e Rennes, em fevereiro.

O goleiro girondino Cédric Carrasco, atualmente no Galatasaray, até disse que mudaria a cor da sua camisa, então amarela, para evitar que desse problema novamente. “Vou mudar de cor. Se tivessem aplicado a regra literalmente, teria sido um dos mais terríveis erros que poderiam ser cometidos. Acho essa história um pouco estranha, mas a arbitragem respondeu bem”, disse.

Mais uma vez, a arbitragem impediu a tecnologia de cometer um erro terrível. Câmeras e chips podem ajudar os apitadores a errarem menos, mas também estão sujeitos a equívocos. E nunca vão substituir o material humano. O Caen venceu o jogo por 1 a 0.


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